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Ecofisiologia da germinação de sementes de quatro espécies de Inga Ph. Miller (Mimosoideae) de ambientes distintos, submetidas a hipóxia e anóxia

Processo: 97/01084-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 1997
Vigência (Término): 31 de agosto de 1998
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Pesquisador responsável:Carlos Alfredo Joly
Beneficiário:Janete Mayumi Okamoto
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Ecofisiologia vegetal   Germinação de sementes

Resumo

O conhecimento sobre a biologia das sementes é importante para o entendimento das diversas etapas do processo de dinâmica das comunidades vegetais, tais como a dispersão, o estabelecimento de plântulas, a sucessão e a regeneração natural. Além do estado fisiológico das sementes, fatores como a qualidade da luz, as flutuações de temperatura, a textura da testa, a umidade e a concentração de oxigênio do meio controlam a germinação. Os estudos sobre a tolerância à saturação hídrica do solo têm enfocado, principalmente, a capacidade de estabelecimento das plântulas. As sementes, porém, também sofrem as conseqüências da saturação hídrica do solo. Estudos sobre os efeitos do alagamento sobre a germinação de sementes de espécies brasileiras de diferentes ambientes inundáveis resultaram em uma gama de respostas, que mostram a amplitude de fatores envolvidos. Neste trabalho serão estudados, comparativamente, os aspectos ecofisiológicos da germinação de quatro espécies de Inga, I. affinis, I. luschnathiana, I. fagifolia e I. sessilis, que ocorrem ao longo de um gradiente de saturação hídrica do solo. Em um extremo deste gradiente temos I. affinis que ocorre nas margens dos rios, onde as inundações ocorrem por extravasão das águas. Os frutos desta espécie flutuam e invariavelmente o processo de germinação tem início ainda na fase de dispersão hidrocórica, portanto num ambiente hipóxico no qual a disponibilidade de oxigênio é variável. Mesmo quando os frutos são depositados nas margens é comum que fiquem submersos por períodos variáveis. No outro extremo temos I. sessilis, uma espécie típica de áreas mais secas e com solo bem drenado. O fruto desta espécie é fibroso e disperso, principalmente, por macacos. Portanto, a germinação das sementes ocorre sempre em um ambiente de normoxia. A terceira espécie Inga luschinathiana ocorre em áreas nas quais o encharcamento do solo é heterogêneo e se dá em função das flutuações do lençol freático. Nestas condições dificilmente as sementes ficariam submersas por períodos prolongados, portanto, em condições naturais raramente e/ou poucas sementes seriam submetidas à hipoxia. Inga fagifolia, a quarta espécie, ocupa um amplo espectro de ambientes sujeitos à inundação e/ou à saturação hídrica do solo, pois ocorre tanto em áreas de mata de brejo como nas margens de rios e canais. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
OKAMOTO, Janete Mayumi. Ecofisiologia da germinação e do metabolismo respiratorio de quatro especies do genero Inga Mill. (MIMOSACEAE) submetidas a hipoxia e anoxia. 1998. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Biologia.

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