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Enzimas lignocelulolíticas produzidas durante a degradação de madeira por um fungo de decomposição branca e um fungo de decomposição parda

Processo: 97/07372-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 1997
Vigência (Término): 31 de maio de 1998
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Andre Luis Ferraz
Beneficiário:Ernandes Benedito Pereira
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia Química de Lorena (FAENQUIL). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). Lorena , SP, Brasil
Assunto(s):Madeira   Biodegradação   Enzimas lignocelulolíticas

Resumo

As enzimas lignocelulolíticas e/ou outros agentes oxidativos não-enzimáticos produzidos por fungos que degradam madeira, representam um enorme potencial biotecnológico, principalmente para a indústria de celulose e papel. Aspectos morfológicos e ultraestruturas do processo de degradação de madeira por fungos são bem estudados através de microscopia eletrônica. Porém, muitos aspectos bioquímicos do processo precisam ainda ser esclarecidos. Esta falta de informação muitas vezes limita a aplicação biotecnológica de novas espécies fúngicas. Assim, o presente trabalho pretende contribuir ao estudo de alguns aspectos bioquímicos da degradação de madeira por dois basidiomicetos, que apresentam padrões característicos e diferentes de degradação da madeira. Para tal, madeira de Eucalyptus grandis será inoculada com os fungos Trametes versicolor, de decomposição branca, e Poria cocos, de decomposição parda. O tratamento biológico da madeira será conduzido em meio sólido durante períodos de tempo que devem variar de 15 a 90 dias. Durante estes períodos será estudada a produção de enzimas lignocelulolíticas relacionadas à degradação dos componentes individuais da parede da célula vegetal. As enzimas presentes em cada período de incubação serão extraídas do substrato e suas atividades catalíticas determinadas. Serão estudadas as enzimas de natureza hidrolítica tais como celulases, xilanases e glicosidases, e as de natureza oxidativa, oxidases e peroxidases. Através de análise eletroforética serão estudados os padrões proteicos produzidos pelas espécies fúngicas, a cada período de incubação. Também, através desta técnica será estudada a presença de diferentes enzimas e isoenzimas. As madeiras obtidas nos diferentes períodos de tratamento, após extraídas para análise enzimática, serão analisadas quanto a perda de peso e perda dos componentes lignina e polissacarídeos. Finalmente, tentar-se-á relacionar a produção das enzimas lignocelulolíticas com a variabilidade dos padrões proteicos (determinados por eletroforese) e com as mudanças provocadas nos componentes da madeira por T. versicolore P. cocos. (AU)

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