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A ideia de cidadania ativa nas vertentes criticas da filosofia politica moderna: de maquiavel a marx.

Processo: 98/02427-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 1998
Vigência (Término): 31 de julho de 2000
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Renato Janine Ribeiro
Beneficiário:Eduardo Francisco Rinesi
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cidadania   Soberania   Democracia   Materialismo

Resumo

O que se entende por política na maior parte dos corpos teóricos atualmente vigentes na filosofia e nas ciências sociais do Ocidente encontra suas raízes no pensamento clássico de Thomas Hobbes, do qual obtém seus méritos, mas também, ao mesmo tempo, seus limites. Dentre estes últimos, parece-me especialmente destacável a restrita noção de cidadania que se depreende dos supostos do pensamento hobessiano. Proponho-me mostrar que uma noção mais ativa e ampla de cidadania pode ser retomada, produtivamente, de alguns dos pensamentos políticos gerados na Europa da Renascença, em especial do de Maquiavel, depois soterrados pela firme hegemonia, no pensamento político moderno, das teorias da soberania e do contrato. É o meu desejo mostrar também que a potencialidade teórica que contém estes pensamentos -e que atualmente pode ser retomada produtivamente- associa-se a uma idéia do tempo renovadora, a uma concepção materialista da história e a uma noção autonômica e democrática da política. E que esses mesmos atributos podem ser achados também nas obras de alguns dos herdeiros mais próximos do legado maquiaveliano, especialmente em Espinosa e em Marx, cujos nomes vão balizando o que poderíamos chamar de história da "hora (moment) maquiaveliana" da filosofia política moderna. (AU)