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Rock alternativo: do underground a mtv (mercado cultural, producao e tendencias do rock dos anos 90).

Processo: 97/06416-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 1997
Vigência (Término): 31 de dezembro de 1998
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação - Relações Públicas e Propaganda
Pesquisador responsável:Waldenyr Caldas
Beneficiário:Valéria Brandini de Oliveira
Instituição-sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Mercado cultural

Resumo

Este projeto de pesquisa tem por intenção o estudo das novas relações de produção e mercado do Rock (enquanto canção de consumo) nos anos 90', relações estas profundamente marcadas pela influência das novas mídias e novas tecnologias de comunicação. Este estudo propõe uma investigação acerca da reorganização de estruturas mercadológicas da indústria cultural, tendo em vista a orientação dos investimentos da indústria fonográfica, (em função do lucro almejado) até meados dos anos 80', à produção musical de determinados estilos musicais e não outros (a exemplo do interesse no samba, música sertaneja, o Rock Pop etc.), o que nos levava a crer numa aparente recusa à produção musical alternativa oriunda de movimentos contraculturais como os grupos de estilo do Rock. Este estudo busca analisar como ocorre e qual a importância das novas tecnologias de comunicação na produção musical e acesso destes estilos musicais marginalizados à mídia e mercado, visando elucidar como ocorre o processo mercadológico e relações de produção que parecem ter levado linguagens musicais alternativas (ou o underground musical) a tornarem-se ícones da representação não só do Rock, mas de grande parte do universo simbólico juvenil, ao ponto de serem incorporadas em estética e musicalidade, por uma emissora de TV voltada ao público jovem, o que transformou esta música em nova tendência do Rock atual. A MTV BRASIL é aqui tomada como representação deste processo onde, as inovações tecnológicas, a mídia e uma "nova" dinâmica do mercado do simbólico absorvem a contracultura e a transformam em nova cultura de consumo, cultura esta que parece impregnar-se por toda a produção de objetos simbólicos de consumo juvenil, perpassando padrões estéticos da moda da mídia e do lazer. (AU)