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Estudo do papel do neurotransmissor GABA no processamento cromático na camada nuclear externa da retina de tartaruga

Processo: 97/01732-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 1997
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2001
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia
Pesquisador responsável:Dora Selma Fix Ventura
Beneficiário:Yossi Zana
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Retina   GABA

Resumo

As informações relativas aos estímulos luminosos são transmitidas dos cones a células de segunda (horizontais e bipolares) e terceira (amácrinas e ganglionares) ordem. Atualmente são conhecidas as respostas eletrofisiológicas básicas e a morfologia destas células. Contudo, as respostas à luz ultravioleta (UV) são pouco conhecidas, apesar das evidências da capacidade da tartaruga de discriminar luz UV Um dos objetivos deste projeto foi o de avaliar as entradas dos cones em células horizontais. O segundo objetivo foi o estudo das respostas fisiológicas de células identificadas morfologicamente, introduzindo estimulação na região do UV (300-400 nm), além da região espectral testada anteriormente pela maioria dos investigadores (400-700 nm). A atividade de células na retina externa e interna foi registrada intracelularmente na presença de estímulos de luz de diferentes comprimentos de onda, intensidades e áreas. A sensibilidade espectral de células horizontais foi medida pelo Método da Resposta Constante Dinâmica sem luz de fundo e em diferentes condições de adaptação cromática. Várias células amácrinas e ganglionares foram injetadas com marcadores para serem posteriormente visualizadas em microscópio confocal. Foram identificadas entradas dos cones UV, B, G e R, em uma célula horizontal bifásica Y/B e foi possível estimar a função de sensibilidade espectral dos cones UV. Foram ainda identificadas entradas dos cones G e R em células horizontais bifásicas R/G e uma entrada principal dos cones R em células horizontais monofásicas. Na retina interna foram caracterizadas fisiologicamente 22 células ganglionares, das quais 14 foram marcadas. Oponência cromática foi registrada em nove células ganglionares. Das células marcadas morfologicamente, duas eram do tipo ON, quatro do tipo OFF e seis células do tipo ON-OFF. Uma outra célula ganglionar era maximamente sensível à luz UV. Cinco células amácrinas foram registradas, das quais três eram cromaticamente oponentes. Foram marcadas quatro células amácrinas, uma com oponência cromática, uma do tipo ON-OFF e uma com respostas ON ou OFF, dependendo da intensidade dos estímulos. No total, das 14 possibilidades teóricas de tipos de oponência espectral, oito foram registradas na retina interna. Em conclusão, este trabalho mostra que na retina externa (1) respostas para luz UV estão presentes em todas as células horizontais registradas, (2) que há uma entrada tetracromática em uma célula horizontal bifásica Y/Be (3) sugere a curva de sensibilidade espectral do cone UV. Na retina interna o trabalho mostrou: (1) oponência UV/B em cinco células ganglionares, (2) oponência UV/R em oito células, (3) uma célula ganglionar; maximamente sensível para luz UV e (4) três células ganglionares e uma célula amácrina cuja morfologia não foi vista anteriormente. Os resultados não somente apóiam as evidências conhecidas relacionadas à visão UV na tartaruga, mas também expandem e modificam as classificações fisiológicas de células na retina interna da tartaruga. (AU)

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