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O aporte de matéria orgânica nos sedimentos da plataforma continental nas regiões de Cabo Frio (RJ) e Ubatuba (SP): estudo comparativo das respostas bênticas na base da cadeia alimentar

Processo: 02/04209-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2002
Vigência (Término): 30 de abril de 2004
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Paulo Yukio Gomes Sumida
Beneficiário:Marcos Yukio Yoshinaga
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Bentos   Plataforma continental

Resumo

O presente estudo pretende analisar a base da cadeia trófica bêntica, quantificando o detrito orgânico e estimando a biomassa e atividade microbiana, em resposta a dois regimes de produtividade primária contrastantes, Cabo Frio (RJ) e Ubatuba (SP). Espera-se, comparativamente, que a quantidade de matéria orgânica pelagial exportada seja distinta nas duas áreas, e que essa diferença seja refletida na comunidade bêntica. Foram realizados dois cruzeiros sazonais (inverno de 2001 e verão de 2002) para que se possa testar as seguintes hipóteses: 1) O pico sazonal de produtividade fitopianctônica é refletido pelo aumento na quantidade de matéria orgânica lábil no sedimento; 2) O aumento na produtividade pelagial é refletido no sedimento por uma maior biomassa e atividade microbiana; 3) A quantidade de detrito orgânico e a biomassa microbiana no sedimento são maiores em Cabo Frio, se comparadas a Ubatuba, pois o evento da ressungência promove um fluxo mais intenso de matéria orgânica para o bentos. As amostras foram coletadas com um "boxcorer e subamostradas para avaliação de perfis de clorofila-a, ATP e ácidos nucléicos totais nos 10 cm superficiais de sedimento. Os resultados obtidos preencherão elos referentes à cadeia alimentar bêntica marinha da plataforma continental sudeste do Brasil, particularmente, à comunidade microbiana, que constitui a base da cadeia trófica, e ao detrito do qual a maior parte do zoobentos baseia sua alimentação. (AU)