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Variabilidade biológica entre sambaquieiros através de marcadores morfológicos dentários

Processo: 02/10939-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2003
Vigência (Término): 31 de maio de 2005
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Teoria Antropológica
Pesquisador responsável:Sabine Eggers
Beneficiário:Ligia Benedetto Giardini Bartolomucci
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:99/12684-2 - Investigações arqueológicas e geofísicas dos sambaquis fluviais do Vale do Ribeira de Iguape, estado de São Paulo, AP.TEM
Assunto(s):Osteologia   Sambaquis

Resumo

Sambaquis são montes artificiais presentes em grande extensão da costa brasileira. Em sua constituição apresentam conchas, restos de fauna, artefatos ósseos, artefatos líticos lascados e polidos, estruturas de fogueiras e algumas vezes se encontram vestígios de assentamentos. Seus construtores eram pescadores e coletores que habitaram a costa brasileira há cerca de 8000 anos AP até 600 anos AP. Além do litoral, a manifestação de acumular conchas também pode ser observada no interior, próxima a rios. A dimensão é menor que a dos sambaquis litorâneos e apesar das camadas não serem tão espessas e estratificadas, os sambaquis fluviais possuem uma densidade de conchas muito parecida com a densidade daqueles. As indústrias lítica e óssea dos dois locais são muito parecidas e ambos apresentam numerosos sepultamentos, muitas vezes acompanhados de seixos. As semelhanças dos sambaquis fluviais com os sambaquis litorâneos sugerem uma proximidade entre estas culturas. Todavia, uma análise preliminar das características biológicas mostrou acentuadas diferenças biológicas entre estas populações, sugerindo que estas populações não estejam relacionadas entre si. Além disso, recentes datações revelaram uma idade aproximada de 9000 anos AP para um sítio fluvial, mais antigo que muitos dos litorâneos. Portanto, o presente trabalho pretende avaliar a diversidade e a biodistância entre, os sambaquis das duas regiões (litoral e fluvial), como também dentro de cada uma das regiões e sítios separadamente, buscando desta forma, reconstruir a história microevolutiva destas populações. Para alcançar este objetivo será analisado o maior número possível de sepultamentos de ambas as regiões, onde serão observadas variáveis morfológicas métricas e não-métricas dentárias. Estes marcadores vêm sendo utilizados com sucesso por pesquisadores de muitos países visando objetivos semelhantes ao deste trabalho. No entanto nas populações sambaquieiras estas variáveis ainda não foram analisadas, o que confere ao presente projeto a sua originalidade. (AU)

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