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Auto-imagem de Van Gogh: um estudo sobre a identidade do artista moderno

Processo: 96/09365-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 1997
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2000
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Fundamentos e Crítica das Artes
Pesquisador responsável:Joao Augusto Frayze-Pereira
Beneficiário:Luciana Bertini Godoy
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil

Resumo

Que imagem os artistas têm de si mesmos? Que relação têm com sua auto-imagem? A partir de que elementos seria ela construída? Propomo-nos a embarcar no universo específico da vida e obra do artista holandês Vincent van Gogh (1853 - 1890) com o objetivo de discutir o conceito de identidade de artista moderno a partir do estudo de sua auto-imagem, considerando o contexto sócio-cultural de sua época e dos inúmeros escritos produzidos até hoje sobre ele. Em algumas das diversas biografias escritas sobre este artista, pode-se perceber uma tentativa de construção de significados acerca da sua vida, sua obra, genialidade e loucura, construção esta que contempla, muitas vezes, características míticas e romantizantes, representadas, por exemplo, na questão da loucura e seu papel na criação artística. Entre os autores modernos, Vincent van Gogh mostra-se um pintor privilegiado para este tipo de estudo por uma série de razões: 1º) Van Gogh é um artista cujo interesse para a psicologia é direto, uma vez que muitos estudos já foram feitos sobre ele, mas, na sua maioria, com um enfoque predominantemente clínico e não psicossocial; 2º) a sua relação com a loucura - um dos aspectos centrais para a compreensão desta identidade a partir de uma concepção romântica de artista - foi claramente estabelecida no próprio período em que Van Gogh viveu, sendo considerada por ele mesmo uma decorrência do próprio trabalho; 3º) Van Gogh deixou ampla correspondência, através da qual pode-se ter acesso às suas percepções não apenas acerca do mundo em que viveu, mas também sobre a arte do passado e do seu tempo, como, principalmente, acerca de si mesmo; 4º) em pesquisa realizada anteriormente, pudemos analisar uma parcela significativa da correspondência de Van Gogh (a que ele trocou com seu irmão mais novo Théo) e tivemos a oportunidade de começar a traçar a sua auto- imagem e apreender o seu próprio discurso presente na parcela analisada da correspondência, o que nos indica a necessidade do aprofundamento destas questões. O material para a análise será uma parte da correspondência completa - as cartas escritas a vários interlocutores a partir de 1886, quando Van Gogh se fixou na França. Consultas à bibliografia complementar e ao catálogo de suas Obras Completas serão realizadas na medida em que outras relações no processo de análise das cartas se fizerem necessárias. Assim, as cartas serão analisadas temática e estruturalmente, abordando-se tanto o seu conteúdo quanto o seu aspecto formal. Após o estudo de cada carta na sua unidade integral e identificação dos temas presentes, a análise se processará sobre o conjunto do material, de forma a possibilitar uma visão do todo, a partir do que poderemos, então, traçar os elementos que compõem a auto-imagem de Van Gogh. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
GODOY, Luciana Bertini. Ceifar e semear: a construção de um método para estudo da auto-imagem de Van Gogh em sua correspondência. 2000. 341 f. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Psicologia São Paulo.

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