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Schopenhauer e a fisica.

Processo: 98/04269-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 1998
Vigência (Término): 31 de agosto de 2002
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Maria Lucia Mello e Oliveira Cacciola
Beneficiário:Eduardo Brandão
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Física   Vontade   Perspectivismo

Resumo

Elegendo como fio condutor as relações entre a física e a filosofia de Schopenhauer, a pesquisa propõe mostrar como este contato é fundamental para que o filósofo elabore a sua visão de mundo. Para tanto, pretende-se enfocar seu pensamento, por um lado, como tributário das reflexões de Kant sobre a física e, por outro, como depositário das mudanças que esta ciência sofre no início do século XIX: nessa medida, buscar-se-á mostrar como o idealismo de Schopenhauer, responsável por sua visão de mundo, é construído tanto a partir da filosofia de Kant como de uma intensa reflexão acerca do desenvolvimento da física. Desse modo, intenta-se situar, no interior da obra de Schopenhauer, como é feita a crítica ao materialismo e modo como surgem, principalmente a partir dos referenciais kantiano e físico (mas também sob a influência da filosofia pós-kantiana), as concepções de força e vontade, decisivas para que Schopenhauer constitua sua visão de mundo, que pode ser entendida como uma espécie de "perspectivismo". A partir destas conclusões buscaremos mostrar como Nietzsche constrói a sua própria concepção de mundo, o seu perspectivismo: cujos alicerces acham-se fortemente determinados também por noções de força e vontade (de potência), elaboradas por sua vez principalmente a partir de limites impostos pelo pensamento de Schopenhauer e também pela física. (AU)