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A construção cultural da depressão no Embu: a interface entre a antropologia e a saúde mental

Processo: 00/05503-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência (Início): 01 de junho de 2000
Vigência (Término): 31 de agosto de 2002
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:Denise Martin Coviello
Beneficiário:Denise Martin Coviello
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:00/03329-3 - A construção cultural da depressão no Embu: a interface entre a Antropologia e a saúde mental, AP.JP
Assunto(s):Antropologia médica   Saúde mental   Psiquiatria   Depressão   Mulheres

Resumo

A depressão é um grave problema de saúde pública, deixando evidente a importância das doenças mentais em relação às outras doenças. Além disso, compromete o cotidiano das pessoas no relacionamento social, seja na família, trabalho ou comunidade. O objetivo desta pesquisa é compreender, do ponto de vista antropológico, como se dá a construção cultural da depressão em dois aspectos: o das mulheres diagnosticadas com a doença e o dos médicos psiquiatras que as tratam. A pesquisa de campo será desenvolvida no município do Embu, na Grande São Paulo, envolvendo a rede de saúde pública local. Trata-se de uma cidade extremamente pobre, marcada pela carência de infra-estrutura de moradia, saúde, educação e lazer, além de elevados índices de violência. A análise planeja abordar um tipo de transtorno de saúde mental no contexto da vida cotidiana das pacientes e sua relação com a sociedade em geral. Pretende-se compreender como se elaboram culturalmente as classificações sociais relacionadas à depressão, o que implica em abordar representações sobre saúde, doença e também sobre a vida em geral, tanto do ponto de vista das mulheres diagnosticadas com depressão como dos médicos que as tratam. Tal abordagem poderá contribuir para indicar possíveis estratégias para intervenções com esta população. (AU)