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Diagnostico molecular da doenca do von hippel-lindau em familias brasileiras.

Processo: 98/10405-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 1999
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2000
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Andrew John George Simpson
Beneficiário:José Cláudio Casali da Rocha
Instituição-sede: Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (ILPC). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Mutação

Resumo

A síndrome de von Hippel- Lindau (VHL) é uma doença sistêmica e hereditária, de incidência rara (1/39000), de padrão autossômico-dominante e que predispõe o portador, no curso de sua vida, a formação de tumores ou cistos em órgãos alvo específicos, como o rim, sistema nervoso central (SNC), retina, glândula adrenal e pâncreas. As formas mais comuns de apresentação são o hemangioblastoma de cerebelo e de retina. No entanto, carcinoma de células claras renais metastático e seqüelas neurológicas decorrentes do crescimento tumoral no SNC são as principais causas de morbidade e mortalidade nos pacientes com a doença VHL. Feocromocitoma ocorre em uma minoria dos pacientes, porém existem marcantes diferenças inter-familiares quanto a sua incidência. O gene associado com a doença de VHL funciona como um gene supressor de tumor, de forma que os pacientes com doença VHL apresentam mutação germinativa deste gene sendo necessário a inativação do alelo selvagem correspondente para o desenvolvimento dos tumores associados à síndrome. VHL é a síndrome mais comum nos casos familiares de câncer de rim e feocromocitoma hereditário. O diagnóstico desta enfermidade tem sido possível com o desenvolvimento de técnicas de biologia molecular que permitiram a detecção de mutações no gene VHL, sendo possível caracterizar as mutações nas famílias afetadas bem como identificar os indivíduos portadores pré-sintomáticos. É clara a contribuição do diagnóstico molecular para as famílias afetadas: riscos para o desenvolvimento da doença puderam ser estabelecidos; o aconselhamento genético e diversos modelos de screening foram desenvolvidos baseados em dados clínicos e moleculares; houve um significativo aumento da expectativa de vida dos indivíduos acometidos. Por outro fado,' questões éticas e psicológicas relacionadas ao teste genético tem sido discutidas de forma genérica e não se conhece o impacto do teste para VHL no indivíduos estudados. Da mesma forma, o diagnóstico molecular de VHL tem sido descrito em indivíduos sem história familiar e com tumores esporádicos relacionados ao VHL, sugerindo que o teste é importante para o diagnóstico de VHL nos indivíduos que não preenchem completamente os critérios diagnósticos clínicos sindrômicos. Como todos os tumores associados à doença de VHL também ocorrem de fôrma esporádica, o diagnostico clínico de casos de novo pode ser dificultado ou até mesmo retardado até que critérios mínimos sejam conseguidos. O teste diagnostico por sua vez torna-se indispensável nos casos em que não há uma história familiar positiva para VHL. Porém, até o momento não está estabelecido se indivíduos com tumores aparentemente esporádicos seriam considerados como grupo de risco para VHL e, portanto, em que situações o teste estaria indicado. Este estudo visa realizar o diagnóstico molecular de VHL nas famílias acometidas e nos casos sindrômicos isolados, bem como detectar VHL nos casos de tumores esporádicos relacionados ao VHL, estabelecendo grupos de risco baseados em critérios clínicos definidos onde o teste estaria indicado. (AU)