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Estudo das atividades biológicas de uma metaloproteinase/disintegrina de veneno de serpente

Processo: 97/05398-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 1997
Vigência (Término): 31 de agosto de 2001
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:Heloisa Sobreiro Selistre de Araújo
Beneficiário:Mônica Rosas da Costa Iemma
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:95/09300-7 - Expressão de metaloproteinases recombinantes de veneno de serpente com potencial de uso terapêutico, AP.JP
Assunto(s):Plaquetas sanguíneas   Metaloproteinases   Adesão celular

Resumo

Metaloproteinases contendo um domínio de disintegrina estão envolvidas em diversos processos de adesão celular. As metaloproteinases de venenos viperídicos parecem ser responsáveis pela maioria das atividades tóxicas dos venenos, como as atividades hemorrágica, fibrinolítica e inibidora da agregação plaquetária, sendo capazes de digerir especificamente componentes da matrix extracelular dos tecidos. Trabalhos recentes demonstraram que disintegrinas podem representar uma alternativa terapêutica para inibição de mestástases e crescimento de tumores. A produção destas proteínas recombinantes se justifica pela dificuldade de obtenção do veneno em grande escala, bem como as etapas complexas de purificação das disintegrinas a partir do veneno total. A partir da biblioteca de cDNA feita das glândulas veneríferas de Agkistrodon contortrix laticintus (Broad-banded copperhead), foi isolado um clone (ACLPRED)que codifica uma metaloproteinase contendo o domínio de disintegrina. A completa caracterização deste clone envolve ainda a expressão do mesmo e a comprovação das atividades da proteína por ele codificada. Este projeto objetiva o estudo das atividades biológicas da metaloproteinase/disintegrina recombinante ou nativa, isolada do veneno de Agkistrodon contortrix laticintus. Para obtenção da proteína recombinante será desenvolvido um sistema de expressão bacteriana utilizando-se vetores comerciais de expressão tais como o pET e o pMAL, bem como o fungo Trichoderma reesei. Os ensaios biológicos realizados com a proteína recombinante incluem a inibição da agregação plaquetária; atividades caseinolítica e hemorrágica; atividade proteolíca sobre a trombospondina e ensaios de adesão em cultura de células. (AU)