Busca avançada
Ano de início
Entree

Criar ao peito - permanencias e mudancas no ato de amamentar, sao paulo - 1899-1930.

Processo: 01/09466-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2001
Vigência (Término): 31 de maio de 2005
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Maria Izilda Santos de Matos
Beneficiário:Mirtes de Moraes
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Sociais. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Feminino   Poder familiar   Mortalidade infantil   Aleitamento materno

Resumo

O índice crescente e assustador da mortalidade infantil constatados pelos médicos no final do século XIX e início do XX, apresentava-se como um grave problema que necessitava de soluções. A amostra destes dados estatísticos foi um dos argumentos utilizados pelos médicos para construir modelos e ao mesmo tempo condenar outros. Como ponto de partida para o trabalho, tomaremos o momento em que o discurso médico se insere no seu campo de referências sobre a, tradicional prática do aleitamento remunerado. Contudo, no início do século XX, as amas passam a ser encaradas pelo olhar médico como um dos principais agentes transmissores de doenças relacionada à morte dos recém-nascidos, e a partir de então passam a ser alvo de um enquadramento legal- promovido por várias instituições- que visou estabelecer regras muito bem delimitadas par o exercício da profissão. Um das conseqüências dessa refiguração das representações associadas ao aleitamento diz respeito às fortes articulações que foi se forjando, desde então, a respeito do "papel" a ser desenvolvido pela mãe com relação à criança. Com isso; a "condição feminina" ganha o investimento de um novo dispositivo de poder, sendo modelada por uma trama discursiva que reserva ao feminino o papel preponderante de ser mãe, com todas as implicações políticas e sociais que esse fato pôde acarretar para as mulheres. (AU)