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A transformação da filosofia em Jürgen Habermas

Processo: 00/08304-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2000
Vigência (Término): 31 de agosto de 2004
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Ricardo Ribeiro Terra
Beneficiário:Luiz Sérgio Repa
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:99/09544-4 - Moral, política e direito: uma investigação a partir da obra de Jürgen Habermas, AP.TEM
Assunto(s):Ideologia   Racionalidade   Racionalização   Modernidade

Resumo

Trata-se de examinar a transformação dos papéis da filosofia no pensamento habermasiano. Constatando uma diferença entre a concepção de filosofia como crítica da ciência no contexto de "Por que continuar com a filosofia?", de 1971, e a de "Filosofia como guardador de lugar e intérprete", de 1981, a pesquisa procura demonstrar que a ruptura com o quadro epistemológico, definido por "Conhecimento e interesse" e "Técnica e ciência como ideologia" (ambos de 1968), se dá no sentido de uma ampliação do conceito de racionalidade, incorporando três dimensões: a cognitivo-instrumental, a estético-expressiva e a prático-moral. Estas correspondem às esferas culturais da ciência, da moral e da arte, cuja diferenciação é analisada por Habermas em sua teoria da modernidade ("Teoria da ação comunicativa", "Discurso filosófico da modernidade). Com esse conceito complexo de razão, de feição kantiana, Habermas reformula o lugar e o papel da filosofia, propondo um vínculo com as ciências reconstrutivas e reivindicando uma função de mediação relativa ao problema da unidade da razão. (AU)