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Estudo da prevalência de anticorpos contra papilovavirus humano de alto risco para câncer cervical através de ensaio imunoenzimático utilizando antígenos recombinantes

Processo: 94/05415-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 1995
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 1997
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Luisa Lina Villa
Beneficiário:João Manuel Grisi Candeias
Instituição-sede: Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (ILPC). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):ELISA   Infecções por Papillomavirus   Reação em cadeia por polimerase (PCR)   Sorologia

Resumo

Os papilomavírus são vírus epiteliotrópicos encontrados em uma grande variedade de espécies. Atualmente existem isolados mais de 70 tipos de papilomavírus humanos (HPV). Estes encontram-se associados à formação de tumores epidermais escamosos benignos e o desenvolvimento de neoplasias malignas da pele e mucosas. Uma série de estudos clínicos e epidemiológicos tem relatado a importância de alguns tipos de papilomavírus humanos (HPVs) em relação à infecção do trato genital. Alguns tipos de HPVs estão mais ligados às lesões benignas (condiloma acuminado), enquanto outros estão mais associados às lesões precursoras (displasia), que eventualmente progridem para carcinomas. Em virtude da dificuldade de isolamento é cultivo dos papilomavírus humanos, deu-se prioridade à utilização de técnicas de biologia molecular para a detecção do DNA de HPV. Mesmo as metodologias mais sensíveis como a reação em cadeia da polimerase (PCR) deixam de responder a certas questões em relação à resposta humoral. Sendo assim, fica claro que um teste de ELISA utilizando partículas virais recombinantes (VLPs) pode ser um método bastante útil para se estudar a história natural da infecção pelos papilomavírus humano e sua relação com as neoplasias cervicais. É uma metodologia que após padronizada é de fácil execução e pode ser utilizada como método de triagem. Além disto, este método aliado a outras técnicas como a reação de hibridização em pontos (dot-blots) para tipagem dos HPVs e a PCR, talvez possa ser utilizado como metodologia para identificação de mulheres com possível risco de desenvolver câncer cervical. (AU)