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Caracterização dos distúrbios de escrita na demência do tipo Alzheimer: um estudo sobre a relação entre as falhas de linguagem gráfica e oral e distúrbios de memória

Processo: 98/07328-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 1998
Vigência (Término): 31 de julho de 2000
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Pesquisador responsável:Paulo Caramelli
Beneficiário:Maria Teresa Carthery Goulart
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Demência   Doença de Alzheimer   Linguagem   Memória (psicologia)

Resumo

A demência do tipo Alzheimer (DTA) é a principal causa de demência na maioria dos países, respondendo por mais da metade dos casos com degeneração cognitiva. Investigações sobre esta doença são relevantes devido ao aumento da expectativa de vida, principalmente porque ainda são polêmicas as descrições dos distúrbios cognitivos que são ocasionados, assim como a compreensão de sua natureza. Muitos autores descreveram as alterações observadas na linguagem oral de pacientes com DTA, mencionando a importância do distúrbio semântico lexical e a preservação relativa de aspectos sintáticos e fonológicos, os quais podem estar acometidos em estágios mais avançados da doença. Embora as alterações da linguagem escrita tenham sido menos estudadas que as da linguagem oral, vários investigadores referem à ocorrência de disgrafia na DTA, descrevendo alterações gráficas (referentes ao grafismo) e ortográficas (omissões, acréscimos, substituições e transposições de letras) já em fases iniciais da doença. LaBarge, Smith, Dick, Storandt (1992) sugerem que a aquisição da habilidade de escrita relaciona-se com a memória processual, uma vez que habilidades motoras da expressão ortográfica, praticadas e treinadas precocemente, são acessadas de modo automático. Os autores consideram que, se a escrita é um exemplo de memória de longo termo processual, memória de habilidades, a alteração da escrita na DTA pode sugerir um acometimento da memória implícita, já em fases iniciais. Considerando tais questões, o presente projeto tem como objetivo geral estudar as disgrafias na demência do tipo Alzheimer (DTA), e como objetivos específicos: 1) Verificar a relação entre linguagem oral e escrita; 2) Verificar se o tipo de disgrafia pode estar relacionado a comprometimentos de ordem lingüística ou cognitiva, focalizando os distúrbios de memória. Serão estudadas as manifestações da linguagem oral e escrita em 20 pacientes com DTA e 20 sujeitos idosos normais (grupo controle). Os acertos e erros de sujeitos com DTA serão comparados com os do grupo controle. Os resultados das provas neuropsicológicas (incluindo as de memória) serão correlacionados com os resultados das provas de linguagem oral, leitura e escrita. Além de uma análise de número de acertos, será realizada uma análise de tipologia de erros. (AU)

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