Busca avançada
Ano de início
Entree

Ariel e a modernidade: o humanismo tardio de Ronald de Carvalho

Processo: 98/02382-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 1998
Vigência (Término): 31 de maio de 2002
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Elide Rugai Bastos
Beneficiário:André Pereira Botelho
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Modernidade   Cultura (sociologia)   Modernismo

Resumo

O projeto dedica-se à análise da obra de Ronald de Carvalho, um dos autores menos conhecidos do modernismo brasileiro. A hipótese central da pesquisa é que a reflexão de Ronald de Carvalho insere-se no debate mais amplo dos anos 20 e 30 sobre a "formação" da cultura e da sociedade brasileira representando uma contribuição singular: ao procurar articular a "modernidade" a "tradição" na tentativa de inventar uma "identidade nacional" baseada num substrato cultural, o autor ressalta uma conexão histórica da "cultura brasileira" com a "cultura ibérica", enquanto partes da "cultura greco-latina", como se essas fossem suas matrizes de origem. Segundo Ronald de Carvalho, esta formação cultural singular é que permitiria ao Brasil, enquanto "nação", não apenas fazer frente ao avanço da modernização capitalista segundo o padrão anglo-americano, baseado no liberalismo econômico e político e no utilitarismo do indivíduo maximizador, quanto ainda afirmar um "outro" projeto de modernidade, baseado num resgate tardio dos ideais humanistas herdados da Antigüidade Clássica e da Renascença, voltado para uma redescoberta do homem e para a reafirmação de tudo que é humano em oposição a civilização da técnica. Daí o pensarmos pela alegoria de Ariel: face à dissolução das relações tradicionais operada pelo avanço do capitalismo, Ariel acaba por negar os valores da cultura material da modernidade burguesa - o espírito fáustico - e procura reconhecer-se como parte de um Ocidente espiritualizado ameaçado pelo próprio capitalismo. Talvez não se trate, no entanto, como valeria a pena discutir ao longo da realização da pesquisa, de uma postura estritamente "conservadora" do autor frente à modernidade, mas de um tipo de "opção ibérica" do moderno. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (0 total):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)