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O movimento straight edge em São Paulo: um jogo de identidades na metrópole

Processo: 03/03232-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2003
Vigência (Término): 31 de março de 2005
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:José Guilherme Cantor Magnani
Beneficiário:Bruna Mantese de Souza
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Metrópoles   Identidade cultural   Grupos sociais   Punks   Jovens   São Paulo (SP)

Resumo

Este projeto de pesquisa tem como objetivo compreender os processos de construção das identidades de um grupo em particular, o Straight Edge, no contexto da cidade de São Paulo. A conduta do grupo é caracterizada por restrições: não consomem derivados animais nem drogas e a prática sexual é restrita ao "envolvimento afetivo". O grupo se articula em torno da música hardcore, um ritmo derivado do punk. Porém, sua relação com o punk não se reduz somente à música: o punk é um dos interlocutores privilegiados do ponto de vista da identidade. O Straight Edge surgiu no interior do punk e em oposição a ele. A pesquisa será desenvolvida junto à straight edges de São Paulo tendo como locais privilegiados de observação a verdurada e o circuito por eles freqüentado e se valerá das técnicas etnográficas de observação participante e de descrição densa. A verdurada é um evento organizado bimensalmente que consiste de shows, palestras e venda e troca de materiais como discos, fanzines, camisetas e que conta com a distribuição de comida vegan (sem nenhum elemento de origem animal em sua composição). No circuito, que circunscreve estabelecimentos tão distintos como restaurantes vegetarianos, sorveterias, lojas de discos e de produtos naturais e centros sociais anarquistas, os straight edges entram em contato e interagem com uma série de outros grupos na cidade. Como se dão esses processos de constituição de identidades numa situação permanente de "contato" e de formação de grupos e significados no contexto da metrópole, que aparece muitas vezes como caótico e desintegrador, é a questão maior que... (AU)