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Análise do perfil de expressão gênica de medidores inflamatórios em células nononucleares de pacientes com trombose venosa profunda

Processo: 03/07649-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de outubro de 2003
Vigência (Término): 30 de setembro de 2005
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Joyce Maria Annichino-Bizzacchi
Beneficiário:Michelle Servais Rubin
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Expressão gênica   Mediadores da inflamação   Tromboplastina   Monócitos   Linfócitos   Trombose venosa

Resumo

A trombose venosa é definida como a oclusão de um vaso do sistema venoso. Três fatores básicos para a formação de um trombo no interior dos vasos são: alteração do fluxo sanguíneo, da parede vascular e/ou dos elementos sanguíneos. A trombose venosa e a embolia pulmonar, que ocorre como uma complicação subseqüente, representam uma causa importante de morbidade e mortalidade em pacientes hospitalizados. A freqüência da trombose venosa foi estimada em aproximadamente 1/1000 na população em geral. Na maior parte dos casos existe uma tendência para trombose determinada pela presença de um fator causal herdado ou adquirido, ou pela interação desses fatores, bem como por variações genéticas que determinam alterações nos níveis das proteínas pró-coagulantes e anticoagulantes (LANE et al, 1996). Dados da literatura têm sugerido a associação de mecanismos inflamatórios com a fisiopatologia da TVP (MAY et al, 1999; OSTERUD. 1998; TAN et al, 1999). Os monócitos, estimulados por citocinas ou endotoxinas, expressam fator tecidual, o maior indutor da coagulação sanguínea, e que também tem a função de sinalização para a mobilidade celular e vascular. Os leucócitos apresentam receptores como β2-integrina (Mac-1) e receptor EPR-1 capazes de ligar e ativar o fator X da coagulação, servindo como via alternativa para a formação de trombina (ALTIERI et al, 1988; ALTIERI et al, 1995). As plaquetas podem aderir ao endotélio intacto e através da liberação de mediadores como PAF, ADP, PDGF, e citocinas como IL-1 e TNF-α, induzir a expressão de moléculas de adesão e fator tecidual pela célula endotelial (RINDER et al, 1991). Com base nestes dados e considerando que a migração leucocitária é um dos principais eventos que caracterizam o processo inflamatório, justificamos a escolha de células mononucleares (monócitos e linfócitos) como células centrais do nosso estudo. Através das técnicas de separação de células mononucleares por centrifugação em gradiente de "Ficol-Hypaque", extração do RNA total e hibridação em cDNA-macroarray, realizaremos a avaliação do perfil de expressão gênica de alguns mediadores inflamatórios nessas células e a possível relação com a trombose venosa. A identificação de genes diferencialmente expressos nos pacientes com TVP e nos indivíduos normais permitirá a descoberta de novos marcadores moleculares indicadores do risco para trombose. Dessa forma, este estudo visa contribuir para melhor entendimento dos mecanismos da doença, assim como desenvolvimento de novas estratégias para o seu diagnóstico precoce, tratamento e seguimento. (AU)