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Interações trópicos-extratrópicos e implicações climáticas para o Hemisfério Sul

Processo: 04/11808-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2005
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2007
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Meteorologia
Pesquisador responsável:Leila Maria Vespoli de Carvalho
Beneficiário:Fábio Ullmann Furtado de Lima
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):El Niño   Oscilação Antártica   Estratosfera   Camada de ozônio   Circulação oceânica   Mudança climática

Resumo

Trabalhos prévios mostraram que variações na convecção profunda nos trópicos nas escalas intrasazonal a interanual têm papel em modificar as fases da Oscilação Antártica (AAO) durante o verão austral (Dezembro-Fevereiro - DJF). Mostrou-se que as fases negativas (positivas) da AAO (DJF) são predominantes durante eventos de El Niño (La Nina). Além disso, as atividades intrasazonais mais intensas (fracas) no Hemisfério Sul aparecem associadas com o domínio das fases negativas (positivas) da AAO. Estudos recentes também indicaram a existência de um padrão de teleconexão trópicos-extratrópicos que liga a variabilidade da convecção tropical a modificações na baixa estratosfera durante a primavera austral (setembro-outubro). Fases distintas desse padrão foram relacionadas a alterações significativas da camada de ozônio Antártico e na taxa de destruição da mesma. O presente projeto pretende estender estes resultados para examinar as variabilidades de alta e baixa-frequência da AAO nas diversas estações do ano (entre 1979 a 2003), de modo a caracterizar a parte dessa variabilidade que depende dos trópicos e aquela que pode ser devido aos processos internos (dinâmica de altas latitudes). Pretende-se conhecer as modificações dos padrões de circulação em altos e baixos níveis observados nos dois casos e como os mesmos podem interferir na circulação e temperatura dos oceanos circumpolares e na reconstrução dá camada de ozônio antártico. (AU)