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Biomarcadores da cardiomiopatia para distrofia muscular : estudo metabolômico e terapia com ômega-3

Autor(es):
Adriana Fogagnolo Mauricio
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Ana Carolina de Mattos Zeri; Luis Garcia Alonso; Rosana Macher Teodori; Lucia Elvira Alvares
Orientador: Maria Julia Marques
Resumo

A distrofia muscular de Duchenne (DMD), assim como a distrofinopatia no camundongo mdx, modelo experimental da DMD, é caracterizada pela falta de distrofina, fraqueza muscular progressiva e falência cardiorespiratória. Anti-inflamatórios esteroides são amplamente utilizados na terapia da DMD. Porém, em decorrência dos seus efeitos colaterais, outras drogas são investigadas. Previamente, demonstramos que o ômega-3 atenua a mionecrose em músculos esqueléticos de animais distróficos jovens (um mês de idade). No presente estudo, verificamos se o ômega-3 reduziu a distrofinopatia na fase tardia da doença (13 e 17 meses), em que há aumento de fibrose. Além das técnicas tradicionais para análise morfológica (morfometria), molecular (Western bloting) e funcional (eletrocardiografia), analisamos o perfil metabólico dos músculos cardíaco e diafragma. No coração, o ômega-3 diminuiu a CK cardíaca, os níveis de TNF-?, MMP-9, canal de cálcio TRPC1 e o marcador de stress oxidativo, 4-HNE, bem como reduziu o cálcio total e melhorou alguns parâmetros do eletrocardiograma; os efeitos na fibrose cardíaca foram melhores observados na fase mais tardia da doença (17 meses). No diafragma, o ômega-3 reduziu a distrofinopatia, diminuindo a fibrose e marcadores moleculares da doença (TNF-?, TGF-?1, MMP-9 e 4-HNE). A análise do metaboloma sugeriu que os metabólitos relacionados ao metabolismo energético (valina) e ao estresse oxidativo (oxipurinol e aspartato) podem ser biomarcadores da fase tardia da doença, uma vez que estavam alterados no mdx. O ômega-3 teve efeito sobre os metabólitos em ambos os músculos. Muito embora deva-se ter cuidado ao utilizar dados de animais para pacientes humanos, concluímos que o ômega-3 pode ser empregado como terapia adicional para as distrofinopatias, trazendo benefícios tanto para o coração, quanto para o diafragma na fase tardia da doença. (AU)

Processo FAPESP: 12/13577-1 - Biomarcadores da cardiomiopatia para distrofia muscular: estudo metabolômico e terapia farmacológica
Beneficiário:Adriana Fogagnolo Mauricio
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado