Busca avançada
Ano de início
Entree


Contribuição de mediadores inflamatórios na hipernocicepção mecânica induzida por estreptozotocina

Autor(es):
Cunha, Joice Maria da
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Ribeirão Preto. [2004]. 150 f., gráficos, ilustrações.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
Data de defesa:
Membros da banca:
Ferreira, Sérgio Henrique; Oliveira, Leda Menescal de; Prado, Wiliam Alves do; Cury, Yara; Márquez, Jayme Olavo
Orientador: Ferreira, Sérgio Henrique; Cunha, Fernando de Queiroz
Área do conhecimento: Ciências Biológicas - Farmacologia
Indexada em: Banco de Dados Bibliográficos da USP-DEDALUS
Localização: Universidade de São Paulo. Biblioteca Central do Campus de Ribeirão Preto; FMRP/Cunha, Joice Maria da
Resumo

Um dos agentes químicos mais utilizados para a indução experimental de diabetes é a estreptozotocina (STZ), um antibiótico sintetizado pelo fungo Streptomycetes achromogenes. As anormalidades na percepção dolorosa, como a hiperalgesia e alodinia, observadas após a administração de STZ, têm sido associadas na literatura exclusivamente ao quadro hiperglicêmico. O presente estudo teve por objetivo investigar a real contribuição da hiperglicemia na gênese e manutenção da hipernocicepção mecânica induzida pela STZ, bem como a contribuição de alguns mediadores inflamatórios nesse processo. Para isso, utilizamos a metodologia de pressão em patas de ratos proposta por FERREIRA e cols. (1978b) para avaliação da hipernocicepção. Observamos que: 1) a administração única i.v. de STZ em todas as doses utilizadas (10, 20 ou 40 mg/kg) induz hipernocicepção que se instala após um período quiescente de 16 a 19 dias e persiste por pelo menos mais 15 dias (fenômeno denominado hipernocicepção persistente); 2) esse processo hipernociceptivo independe do desenvolvimento de hiperglicemia, uma vez que somente a maior dose de STZ utilizada (40 mg/Kg) induziu alterações nos níveis plasmáticos de glicose; 3) a administração diária de insulina em doses que são capazes de reverter a hiperglicemia não altera a hipernocicepção induzida pela administração i.v. de STZ (10 ou 40 mg/Kg); 4) o quadro hipernociceptivo persistente é refratário ao tratamento com indometacina, meloxicam, atenolol, talidomida, pentoxifilina, dexametasona, dipirona, diclofenaco, morfina por via intraplantar (i.pl.), doador de óxido nítrico ou inibidor da proteína quinase A, administrados em dose única após a instalação do quadro persistente; 5) o tratamento diário com dexametasona, indometacina ou atenolol não interferiu no estabelecimento da hipernocicepção persistente induzida pela administração i.v. de STZ (10 ou 40 mg/kg), sugerindo que citocinas, prostaglandinas e aminas simpatomiméticas, respectivamente, não participam desse processo; 6) contudo, a hipernocicepção persistente é revertida significativamente pelo tratamento sistêmico ou intratecal (i.t.) com morfina ou pelo tratamento i.t. com um inibidor competitivo de receptores do tipo NMDA, ácido D-2-amino-5-fosfonopentanóico (APV), em doses que não interferem no limiar de resposta em ratos normais...(AU)

Processo FAPESP: 00/10258-5 - Contribuição dos mediadores inflamatórios na gênese e manutenção da hiperalgesia persistente induzida por estreptozotocina
Beneficiário:Joice Maria da Cunha
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado