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Efeitos da sibutramina e do metilfenidato em modelo animal do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) induzido em camundongos por etanol no período pós-natal

Texto completo
Autor(es):
Everton Barbosa Bertaglia
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ/SBD)
Data de defesa:
Membros da banca:
Helenice de Souza Spinosa; André Rinaldi Fukushima; Milena Rodrigues Soares
Orientador: Helenice de Souza Spinosa
Resumo

O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma condição que pode ser caracterizada pela falta de atenção, impulsividade e hiperatividade. A fisiopatologia do TDAH está relacionada, principalmente, a alterações no sistema dopaminérgico, noradrenérgico e serotoninérgico do sistema nervoso central. Dentre os tratamentos utilizados destaca-se a farmacoterapia com metilfenidato, potencial droga de abuso, que age como inibidor da recaptação de dopamina, noradrenalina e serotonina; por outro lado, o sal de sibutramina monoidratada, que possui mecanismo de ação farmacológico semelhante nestes sistemas de neurotransmissão central, ainda não teve sua utilização testada em um modelo do TDAH. Assim, o objetivo deste trabalho foi estudar os efeitos da administração prolongada (28 32 dias) de sibutramina e de metilfenidato em modelo animal do TDAH induzido pela exposição ao etanol no período pós-natal em camundongos, avaliando-se o ganho de peso semanal, o consumo de água e de ração, bem como o comportamento animal, por meio da avaliação geral no campo aberto e nos testes do labirinto em cruz elevado, da suspensão pela cauda, do reconhecimento de objetos e do labirinto em T. Foram avaliados também os níveis dos neurotransmissores e seus metabólitos em diferentes estruturas cerebrais. Os resultados mostraram que o modelo animal do TDAH induzido pela exposição ao etanol no período pós-natal apresentou hipoatividade no campo aberto seguida de aumento da atividade, não apresentou alterações nos níveis de ansiedade no labirinto em cruz elevado, como também mostrou comportamento tipo-depressivo no teste de suspensão pela cauda e marcante déficit na memória de trabalho e atenção no teste de reconhecimento de objetos e labirinto em T. Em relação ao tratamento prolongado com sibutramina e metilfenidato, não foram observadas alterações no ganho de peso semanal e consumo de água e ração. No campo aberto o metilfenidato normalizou a atividade dos camundongos, enquanto a sibutramina causou hiperatividade. No labirinto em cruz elevado não foram observadas alterações nos níveis de ansiedade. No teste de suspensão pela cauda o metilfenidato ocasionou comportamento tipo-depressivo nos camundongos salina, enquanto a sibutramina reverteu os efeitos depressivos dos etanol. O metilfenidato melhorou a memória de trabalho e atenção dos camundongos que receberam etanol tanto no teste de reconhecimento de objetos quanto no labirinto em T, já a sibutramina foi capaz de fazê-lo apenas no labirinto em T. (AU)