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Pierre Bourdieu e a teoria materialista do simbólico

Autor(es):
Juliana Closel Miraldi
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Silvio César Camargo; Gabriel Moura Peters
Orientador: Renato José Pinto Ortiz
Resumo

A definição conceitual de campos sociais na praxeologia bourdieusiana implica considerá-los como entidades nominais relativamente autônomas, portadoras de um efeito de illusio próprio que se apresenta aos agentes como regras específicas, determinantes e determinadas por práticas historicamente constituídas no interior de cada campo que impõe aos agentes que nele se encontram certo savoir faire possibilitando, assim, a diferenciação e a homogeneização entre as práticas no espaço social. Contudo a propriedade dos campos de serem relativamente autônomos nos incita a questão, relativos a que? A resposta, mesmo que necessária, não pode ser encontrada de maneira clara nos escritos de Bourdieu, uma vez que este não se atentou diretamente a ela, porém fora possível, dando consequências conceituais aos princípios epistemológicos da teoria, desenvolver três condições a partir das quais os campos relacionam-se entre si. As duas primeiras apresentam-se com causalidades, isto é, como condição de existência da própria teoria e a terceira como uma determinação que, dado seu poder de interferência coage a lógica interna dos campos. Denominamos a primeira de causalidade de transitiva e percebemos que ela corresponde ao movimento de inter-relação entre os campos, decorrente tanto da movimentação dos agentes de um campo ao outro, quanto pela reestruturação dos campos em si mesmos que afetam outros campos. A segunda relação causal é apreendida como imanente a formação dos campos e se refere a política da luta de classes que, transformada pelas regras específicas de cada campo, apresenta uma homologia entre as posições de dominância nos campos específicos com a posição de dominância e acúmulo de capitais no espaço social. Por fim, o terceiro elemento determinante na dinâmica diferencial dos campos é o Estado que atua, segundo Bourdieu, com golpes de tirania nos campos dada a posição assumida e o poder acumulado historicamente por ele. Estas três condições que se efetivam simultaneamente nos permitem observar que a ideia de autonomia relativa entre os campos assegura a univocidade e a diferenciação específica no espaço social. (AU)

Processo FAPESP: 13/11282-7 - Pierre Bourdieu e a teoria materialista do simbólico
Beneficiário:Juliana Closel Miraldi
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado