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Estratégias ecofisiológicas no uso de nitrogênio em espécies arbóreas de floresta ombrófila densa submontana e estacional semidecidual, SP

Autor(es):
Erico Fernando Lopes Pereira da Silva
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Ladaslav Sodek; Luiz Antonio Martinelli; Gabriela Nardoto; Eduardo Arcoverde de Mattos
Orientador: Carlos Alfredo Joly
Resumo

Este projeto caracterizou as estratégias ecofisiológicas de utilização do nitrogênio em espécies arbóreas de duas formações florestais do Estado de São Paulo, a Floresta Ombrófila Densa Submontana, no Parque Estadual de Carlos Botelho (PECB) e a Floresta Estacional Semidecidual, na Reserva Municipal de Santa Genebra. Foi investigada a existência de relações entre o metabolismo primário do nitrogênio com a categorização sucessional de 66 espécies arbóreas ocorrentes nessas florestas. Além disso, na Floresta Ombrófila Densa Submontana, foi verificado se a ecofisiologia dos três grupos sucessionais em função do uso de nitrogênio, estava relacionada com a disponibilização sazonal de nitrogênio inorgânico no solo. Os resultados obtidos mostraram que as espécies utilizam estratégias para suprir sua demanda de nitrogênio mesmo diante das variações de concentrações desse íon no solo entre períodos seco e úmido e durante a ocorrência de pulso de nitrogênio no solo. Essas estratégias foram organizadas em grupos de sucessão ecológica, inicialmente embasados em resultados de categorização sucessional de espécies arbóreas para a Floresta Estacional Semidecidual e, para o experimento de pulso de nitrogênio, na categorização de acordo com o uso e o transporte de nitrogênio pelas espécies. Os resultados obtidos demonstram que espécies pioneiras respondem às variações dos conteúdos de nitrogênio disponível no solo, sobretudo na forma do nitrato. Esse grupo teve níveis relativamente altos de atividade de redutase do nitrato foliar, elevada quantidade de nitrato nas folhas, realiza o transporte de nitrogênio predominantemente através do nitrato e de asparagina e tem baixa relação C:N foliar. As secundárias tardias demonstraram ser pouco responsivas à disponibilidade sazonal de nitrogênio no solo. Seus níveis de atividade de assimilação do nitrato foram muito baixos em relação ao grupo pioneiro, na seiva do xilema predominaram aminoácidos como asparagina e arginina, baixo conteúdo de nitrato e a relação C:N foliar foi maior em relação às pioneiras. As secundárias iniciais mostraram níveis médios de atividade de redutase do nitrato foliar, na seiva do xilema predominaram transportadores de longa distância como glutamina e arginina. Esse grupo tem características intermediárias na sucessão ecológica, algumas espécies são próximas às pioneiras e mais responsivas às variações sazonais de nitrogênio no solo enquanto outras são menos responsivas e mais semelhantes às espécies tardias da sucessão. No solo do PECB, os pulsos de amônio e de nitrato estiveram correlacionados com a precipitação, a evapotranspiração, a temperatura e com o conteúdo de matéria orgânica no solo. Nas duas florestas, as variáveis ecofisiológicas das 66 espécies selecionadas se condicionam ao desempenho de estratégias para a utilização do nitrogênio inorgânico disponível no solo, podendo ser distribuídas em um continuum de respostas ecofisiológicas de uso do nitrogênio entre pioneiras, secundárias iniciais e tardias. A análise sintética dos grupos sucessionais evidenciou que as espécies arbóreas da Mata Atlântica utilizam estratégias para assimilar e transportar nitrogênio. A aplicação do modelo de sucessão ecológica em função do uso de nitrogênio em ambas as formações florestais forneceu mais informações e atendeu à necessidade de avanços na determinação de categorias sucessionais em florestas tropicais (AU)

Processo FAPESP: 04/03647-6 - Estratégias de uso de nitrogênio em espécies arbóreas das Florestas do Estado de São Paulo
Beneficiário:Erico Fernando Lopes Pereira da Silva
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado