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Sobre traduções entre lógicas : relações entre traduções conservativas e traduções contextuais abstratas

Autor(es):
Angela Pereira Rodrigues Moreira
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Hércules de Araújo Feitosa; Leandro Oliva Suguitani; Marcelo Esteban Coniglio; Edelcio Gonçalves de Souza
Orientador: Itala Maria Loffredo D'Ottaviano
Resumo

Desde as primeiras décadas do século XX tem-se estudado traduções entre lógicas, sendo que o termo "tradução" nem sempre foi utilizado. Destacamos como pioneiros de pesquisas nesta área, Kolmogorov (1925), Glivenko (1929), Gödel (1933) e Gentzen (1933). E, também, Prawitz e Malmnäs (1968), Brown e Suszko (1973), Szczerba (1977), Wójcicki (1988) e Epstein (1990), autores que se empenharam em identificar quais as principais características do que atualmente denominamos como tradução entre lógicas. Em 1999, da Silva, D'Ottaviano e Sette propuseram uma definição bem geral para o conceito de tradução entre lógicas. Esta definição trata de capturar a intuição inerente à "noção" de tradução. Orientado por D'Ottaviano, Feitosa (1997), em sua tese de doutorado, analisou o conceito de tradução conservativa e a categoria TrCon cujos objetos são as lógicas Tarskianas e cujos morfismos são as traduções conservativas. Têm sido publicados diversos artigos utilizando estes dois conceitos. No "II World Congress on Universal Logic" (UNILOG'07), Carnielli, Coniglio e D'Ottaviano (2007) introduziram o conceito de tradução contextual, simplificando o conceito de meta-tradução introduzido por Coniglio (2005a). Recentemente, Jerábek (2012) obteve resultados sobre a existência de tradução conservativa entre quaisquer dois sistemas dedutivos, por ele identificados como "razoáveis", e ponderou que seriam necessários critérios mais refinados para definir traduções. Nesta tese, além de termos estudado os artigos históricos sobre traduções entre lógicas, analisamos trabalhos recentes da literatura sobre o tema. Introduzimos, baseado no conceito de tradução contextual, o conceito de tradução contextual abstrata e obtivemos uma condição necessária e suficiente para este novo conceito; estudamos uma nova categoria cujos objetos são as lógicas Tarskianas e cujos morfismos são as traduções contextuais abstratas; analisamos as especificidades e inter-relações entre os conceitos de tradução (da Silva, D¿Ottaviano, Sette, 1999), tradução conservativa, tradução contextual e tradução contextual abstrata, e relacionamos estes conceitos com os conceitos de tradução contextual-conservativa (estrita), tradução hiper-contextual e isomorfismo. Introduzimos os conceitos de tradução contextual-conservativa (estrita) e tradução hiper-contextual a partir, respectivamente, dos conceitos de tradução contextual e hipertradução, este último introduzido por Figallo (2013). Finalmente, ao analisarmos o possível impacto do artigo de Jerábek (2012) sobre o conceito de tradução conservativa, destacamos a riqueza do conceito de tradução conservativa e a abundância da categoria TrCon. (AU)

Processo FAPESP: 12/19683-8 - Sobre traduções entre lógicas: relações entre traduções conservativas e traduções contextuais
Beneficiário:Angela Pereira Rodrigues Moreira
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado