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Effects of statins in the bacterial viability and on biofilm of Staphylococcus aureus

Autor(es):
Talita Signoreti Graziano
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Data de defesa:
Membros da banca:
Cristiane de Cássia Bergamaschi; Pedro Luiz Rosalen
Orientador: Karina Cogo Müller
Resumo

As estatinas são um grupo de fármacos que atuam como inibidores competitivos da enzima 3-Hidroxi-3-MetilGlutaril Coenzima-A Redutase (HMG-CoA redutase). Além de atuarem como importantes agentes hipolipemiantes, também apresentam outros efeitos, chamados de pleiotrópicos. Diversos estudos têm explorado um possível efeito protetor das estatinas atuando na redução na morbidade e mortalidade de várias doenças infecciosas. A atividade antimicrobiana das estatinas tem sido reportada por estudos in vivo e in vitro. O objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos das estatinas sobre o crescimento e viabilidade de bactérias aeróbias patogênicas, e o efeito da sinvastatina sobre o biofilme de Staphylococcus aureus. Culturas das espécies de Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli e Enterococcus faecalis foram avaliadas na forma planctônica quanto à sensibilidade à atorvastatina, pravastatina e sinvastatina, através do teste de Concentração Inibitória Mínima (CIM). Além disso, diante da atividade apresentada pela sinvastatina contra S. aureus, foi determinada a ação dessa droga sobre a viabilidade celular através dos testes de Time-kill e Efeito pós-antibiótico (EPA). Também foi verificado um possível efeito sinérgico entre a sinvastatina e vancomicina. Por fim, a ação da sinvastatina foi avaliada contra biofilmes de S. aureus. Os valores de CIM da sinvastatina para o microrganismo S. aureus foram: 15,65 µg/ml (ATCC 29213) e 31,25 µg/ml (ATCC 33591, 43300, 14458 e 6538). A sinvastatina apresentou um perfil bacteriostático, e na concentração de 4xCIM seu EPA foi similar ao da vancomicina. Não foi encontrado nenhum tipo de interação entre a associação de sinvastatina e vancomicina. Entretanto, a sinvastatina foi capaz de reduzir a formação do biofilme nas concentrações entre 1/8CIM à 4xCIM. Além disso, na concentração 4xMIC foi capaz de diminuir a viabilidade, biomassa e a produção de polissacarídeos extracelulares e aumentar a produção de polissacarídeos intracelulares de biofilmes maduros de S. aureus. A produção de proteínas pelo biofilme não foi alterada. Em conclusão, os resultados encontrados mostram que a sinvastatina possui um grande potencial a ser explorado, principalmente em relação ao descobrimento de novos antimicrobianos. (AU)

Processo FAPESP: 11/15795-3 - Análise dos efeitos das estatinas sobre a viabilidade bacteriana e formação de biofilme de microorganismos aeróbios patogênicos
Beneficiário:Talita Signoreti Graziano
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado