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Estudo da degradação eletroquimica do diclofenaco sodico

Autor(es):
Robson da Silva Rocha
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Engenharia Mecânica
Data de defesa:
Membros da banca:
Christianne de Arruda Rodrigues; Claudia Longo
Orientador: Marcos Roberto de Vasconcelos Lanza
Resumo

Este projeto propõe o desenvolvimento e a otimização do tratamento eletroquímico de um efluente farmacêutico sintético contendo diclofenaco sódico. Neste trabalho foram executadas duas etapas, iniciando-se pelo estudo das reações redox do diclofenaco e, em seguida, pelo processo de degradação em um reator eletroquímico de bancada. No estudo eletroquímico do diclofenaco foram realizadas voltametrias hidrodinâmicas em meio aquoso (0,1 M de K2SO4) e meio não aquoso (N,N Dimetil Formamida, DMF, com 0,1 mol.L-1 de perclorato de sódio), no eletrodo de carbono vítreo e nas rotações de 0 rpm a 3000 rpm. O eletrodo de Carbono Vítreo em meio não aquoso apresentou as melhores respostas, foram observados dois picos de oxidação, -0,33 V vs. Ag/AgCl e 0,57 V vs. Ag/AgCl e um pico de redução em 0,73 V vs. Ag/AgCl. O estudo das voltametrias hidrodinâmicas mostrou, que as reações de oxi-redução do diclofenaco são influenciadas pela rotação do eletrodo de carbono vítreo. Na degradação do diclofenaco sódico foi utilizado um reator eletroquímico de bancada, como catodo utilizou-se um eletrodo de difusão gasosa e como anodo, um DSA-Cl2 ®, como eletrólito foi utilizado 1,0 L de K2SO4 0,1 M com 200 mg.L-1 de Diclofenaco, com uma vazão de 200 L.h-1, a pressão de O2 foi de 0,2 Bar e os ensaios no reator foram realizados com e sem 10 mM de FeSO4. Os resultados mostraram que o reator eletroquímico é eficiente na geração de H2O2 alcançando 350 mg.L-1 em duas horas de eletrólise sem a adição do fármaco. Os ensaios de degradação do diclofenaco utilizaram a oxidação química indireta, pelos radicais hidroxila formados a partir do H2O2 eletrogerado, e pela oxidação eletroquímica direta no anodo. Este processo se mostrou eficiente na degradação do diclofenaco, alcançando 99,2 % de redução da concentração inicial do fármaco e 27,4 % de redução da demanda química de oxigênio (DQO). Quando se utilizou eletro-Fenton, adição de FeSO4, como catalisador da formação de radicais hidroxila, a eficiência aumentou, a degradação do diclofenaco alcançou 99,4 % da concentração inicial e a diminuição da DQO chegou a 63,2 %. Os resultados mostraram que o processo de degradação utilizando reator eletroquímico é eficiente na degradação do fármaco e na diminuição da DQO. (AU)

Processo FAPESP: 04/13117-4 - Tratamento eletroquímico de efluentes farmacêuticos: estudo da degradação do diclofenaco de sódio
Beneficiário:Robson da Silva Rocha
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado