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Reprodução de Liophis miliaris (Serpentes: Colubridae) no Brasil: influencia historica e variações geograficas

Autor(es):
Ligia Pizzatto do Prado
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Ivan Sazima; Augusto Shinya Abe
Orientador: Otavio Augusto Vuolo Marques
Resumo

A reprodução de Liophis miliaris no Brasil foi estudada em quatro populações: Mata Atlântica do sul da Bahia, Mata Atlântica do litoral de São Paulo e Par_ Domínio Atlântico do interior de São Paulo e Domínio Atlântico do interior do Paraná. Em todas as localidades as fêmeas são maiores que os machos. Adultos e recém-nascidos da Mata Atlântica do sul da Bahia são menores que os das demais localidades. Nessa região, onde existe pouca variação climática ao longo do ano, as fêmeas apresentaram ciclo reprodutivo contínuo, ao passo que nas demais localidades ele é sazonal e relacionado ao aumento de temperatura e precipitação. O ciclo espermatogênico parece ser contínuo em todas as regiões. Nas populações onde o ciclo é sazonal, a cópula parece ocorrer antes da época de vitelogênese e, portanto, as fêmeas devem estocar os espermatozóides. A fecundidade é semelhante em todas as áreas e aumenta com o tamanho corporal da fêmea. A freqüência reprodutiva é menor na Mata Atlântica do sul da Bahia e, ao contrário das demais regiões, tende a ser maior em indivíduos de maior tamanho corporal. Os tipos de presas ingeridos são semelhantes nas quatro populações e fêmeas grávidas não se alimentam. Machos e fêmeas são parasitados (por nematóide Ophidiascaris sp. E cistacantos Oligacanthorynchus spira) em iguais proporções e os indivíduos da Mata Atlântica do sul da Bahia são menos parasitados. O parasitismo aparentemente não impede a reprodução da espécie. Entretanto, fêmeas parasitadas pelo nematóide, no Domínio Atlântico do interior do Paraná, apresentam menor fecundidade. A atividade das serpentes está relacionada ao ciclo reprodutivo e às variações climáticas nas quatro áreas estudadas. Liophis miliaris apresenta o ciclo reprodutivo diferente de outros membros da tribo Xenodontini, que tendem a se reproduzir continuamente mesmo em áreas onde a sazonalidade climática é acentuada. Assim, L. miliaris parece ser mais sensível a certos parâmetros ambientais do que outras espécies de Xenodontini já estudadas (AU)

Processo FAPESP: 00/13654-9 - Biologia reprodutiva de Liophis miliaris (Serpentes, Colubridae) em três localidades do Brasil
Beneficiário:Lígia Pizzatto do Prado
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado