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Efeitos do treinamento e do overtraining no metabolismo oxidativo, enzimas antioxidantes e HSP72 em diferentes fibras musculares

Autor(es):
Claudio Cesar Zoppi
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Bayardo Baptista Torres; Francesco Langone; Roseli Golfetti; Fernanda Ramos Gadelha
Orientador: Denise Vaz de Macedo
Resumo

O treinamento físico induz uma série de adaptações no organismo que leva à melhora na performance esportiva. No entanto, os atletas podem ser submetidos a cargas extremamente altas de treinamento e quando a recuperação não é suficiente este atleta pode ser acometido pelo overtraining. Alguns autores, sugerem que a causa da sua instalação seja o excesso de formação de radicais livres. Nosso objetivo neste trabalho foi analisar os efeitos de um protocolo de overreaching em biomarcadores de ataque oxidativo, enzimas antioxidantes e capacidade oxidativa. Para tanto submetemos 25 animais a um protocolo de treinamento de onze semanas nas quais as oito primeiras constituíam um protocolo de treinamento e as últimas três constituíram o protocolo de overreaching. Foram medidos como marcadores de ataque oxidativo, os níveis de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARs) e de proteínas carboniladas (PC) dosamos ainda atividade das enzimas antioxidantes glutationa redutase (GR) e catalase (CA T) e ainda como marcador de capacidade oxidativa, dosamos a atividade da enzima citrato sintase (CS) e ainda medimos a concentração da proteína de estresse HSP72 para avaliarmos os níveis de estresse imposto às fibras nos músculos sóleo (SO), extensor digital longo (EDL) e semi tendinoso (ST) .Embora o treinamento induziu aumento no ataque oxidativo, as enzimas antioxidantes e a capacidade oxidativa avaliados aqui pela atividade das enzimas GR, CAT e CS também aumentaram em todos os músculos, o protocolo de overreaching induziu um panorama de estresse oxidativo observado pela queda da atividade das enzimas antioxidantes e aumento dos marcadores de ataque oxidativo devido ao alto nível de estresse imposto por este protocolo, avaliado pelos níveis de HSP72, que também induziu queda na atividade da CS. Nossos dados permitem concluir que o estresse oxidativo é um fator que leva à instalação do overreaching e que o monitoramento destes marcadores pode ser uma ferramenta útil na prática para se evitar a instalação deste processo. (AU)

Processo FAPESP: 98/15922-9 - Adaptações induzidas por treinamento intermitente e contínuo no metabolismo oxidativo e sistema de defesa antioxidante em músculos de rato e sua correlação com os níveis de Hsp71
Beneficiário:Claudio Cesar Zoppi
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado