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Estudo da expressão de osteopontina em sistemas de coculturas de células osteoblásticas e epiteliais neoplásicas humanas e seus efeitos sobre o fenótipo neoplásico e a ativação osteoclástica

Autor(es):
Lucas Novaes Teixeira
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Data de defesa:
Membros da banca:
Elizabeth Ferreira Martinez; Sandra Beatriz Chaves Tarquinio; Ricardo Della Coletta; Edgard Graner
Orientador: Paulo Tambasco de Oliveira
Resumo

O carcinoma espinocelular (CEC) oral representa a neoplasia maligna mais prevalente das estruturas bucais, podendo invadir o tecido ósseo e promover sua reabsorção em até 56% dos casos. A expressão da proteína matricelular osteopontina (OPN) tem sido relacionada a uma maior agressividade de neoplasias malignas, incluindo o CEC oral. No tecido ósseo, a OPN representa a proteína mais abundante da matriz não colágena, concentrada nas interfaces ósseas, i.e. lâminas limitantes, linhas de cimentação e reversas, sendo essencial para adesão e funções de osteoblastos e osteoclastos. Apesar de no microambiente tumoral a OPN estar associada a um fenótipo neoplásico mais agressivo, ainda não está estabelecido o papel da OPN secretada por osteoblastos sobre células neoplásicas derivadas de CEC oral e o impacto sobre osteoclastos. O presente estudo teve como objetivos avaliar a expressão de OPN em sistemas de coculturas de células osteoblásticas e epiteliais neoplásicas malignas humanas e os efeitos da expressão de OPN secretada por osteoblastos sobre o fenótipo neoplásico in vitro. Adicionalmente, avaliou-se o efeito das coculturas sobre a atividade osteoclástica. Células epiteliais neoplásicas malignas derivadas de CEC oral (SCC9) foram plaqueadas sobre membranas de Transwell®, recobertas ou não por uma camada fina e uniforme de Matrigel, e cocultivadas com células osteoblásticas (SAOS-2) durante seu pico de expressão de OPN (10o dia de cultura). Células SCC9 expostas a culturas SAOS-2 silenciadas para OPN por RNA de interferência (RNAi) e células SCC9 cultivadas isoladamente foram usadas como controles. Após 24 h de cocultivo, células SCC9 foram avaliadas, quantitativamente, para adesão, proliferação, migração e invasão de Matrigel. A atividade de osteoclastos derivados de células monocíticas U-937 foi avaliada, quantitativamente, por meio dos ensaios de reabsorção de fosfato cálcio e de dosagem de citocinas em eluentes obtidos de células SCC9 e SAOS-2 após o cocultivo durante o pico de OPN ou com o seu silenciamento. A análise estatística foi realizada pelo teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis (p < 0,05). Os resultados indicaram indução recíproca na expressão de OPN em SAOS-2 e SCC9 em cocultura. A OPN secretada por células SAOS-2 afetou o fenótipo de culturas SCC9, promovendo a adesão e a proliferação celulares e a invasão de Matrigel, a qual também estava aumentada, mas em menor intensidade, com o silenciamento para OPN. A migração celular não foi afetada. O cocultivo com SAOS-2, principalmente durante o pico de OPN, resultou na sobre-expressão das citocinas IL 6 e IL 8 pelas células SCC9, aumentando a capacidade de células osteoclásticas em reabsorver fosfato de cálcio. Conjuntamente, esses resultados sugerem que a OPN derivada de osteoblastos afeta as interações entre células epiteliais neoplásicas malignas, osteoblastos e osteoclastos, possivelmente contribuindo para a progressão de lesões ósseas do CEC oral. (AU)

Processo FAPESP: 12/08605-6 - Estudo da expressão de osteopontina em sistemas de coculturas de células osteoblásticas e epiteliais neoplásicas humanas e seus efeitos sobre o fenótipo neoplásico e a ativação osteoclástica
Beneficiário:Lucas Novaes Teixeira
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado