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Ecofisiologia da germinação e do metabolismo respiratorio de quatro especies do genero Inga Mill. (MIMOSACEAE) submetidas a hipoxia e anoxia

Autor(es):
Janete Mayumi Okamoto
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Ladaslav Sodek; Massanori Takaki
Orientador: Carlos Alfredo Joly
Resumo

Foram estudados comparativamente os aspectos ecofisiológicos da germinação e do metabolismo respiratório de Inga affinis DC., Inga luschnathiana Benth., Inga tagitolia (L.) Willd ex Benth e Inga sessilis (Vell.) Mart. Os locais onde foram coletadas as espécies constituem um gradiente de saturação hídrica do solo. As sementes de Inga affinis foram coletadas nas manchas de mata ciliar nas margens do rio Jacaré-Pepira no município de Brotas/ SP, em locais sujeitos a inundações periódicas decorrentes da extravasão das águas do rio (água corrente). As sementes de Inga Iuschnathiana foram coletadas em um fragmento de mata de paludícola anexo à Reserva Municipal Mata de Santa Genebra, município de Campinas, SP, portanto em um local onde a saturação hídrica do solo é quase que permanente, altamente heterogênea e é decorrente do afloramento do lençol freático (água estagnada). Inga tagitolia, outra espécie, teve suas sementes coletadas no campus da Universidade Estadual de Campinas de árvores cujas sementes são provenientes de árvores das margens dos canais de Santos. As sementes de Inga sessilis foram coletadas na Serra do Japi, no município de Jundiaí/SP, em uma Floresta Mesófila Semidecídua de Altitude. No estudo da ecofisiologia da germinação, as sementes foram submetidas aos diferentes tratamentos para a avaliação do efeito da luz, da hipoxia, da anoxia e do armazenamento na germinação. Os estudos sobre o metabolismo respiratório da germinação foram efetuados através da determinação do conteúdo de etanol, lactato e malato em sementes colocadas para germinar sob distintas condições de disponibilidade de oxigênio. Simultaneamente foi realizada uma análise citogenética com a contagem dos cromossomos das quatro espécies.Este estudo demonstrou que as espécies Inga affinis, Inga tagitolia e Inga Iuschnathiana possuem diferentes estratégias adaptativas de tolerância à baixas concentrações de oxigênio, de acordo com a imposição de seu ambiente de ocorrência, assim como também que sementes de Inga sessilis, apesar de se encontrarem em um ambiente onde a saturação hídrica do solo não ocorre, conserva ou vem adquirindo características que poderiam provavelmente permitir seu estabelecimento em ambientes sazonal ou permanentemente encharcados, tipicamente ocupado pela maioria das espécies do gênero. O estudo citogenétco evidenciou a presença de duas espécies tetraplóides, tagitolia e Iuschnathiana, dentre as quatro analisadas no presente estudo (AU)

Processo FAPESP: 97/01084-9 - Ecofisiologia da germinação de sementes de quatro espécies de Inga Ph. Miller (Mimosoideae) de ambientes distintos, submetidas a hipóxia e anóxia
Beneficiário:Janete Mayumi Okamoto
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado