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Desenvolvimento de modelo animal de leucemia linfóide aguda pediátrica : teste ELISA para monitorar a progressão da leucemia

Autor(es):
Mateus Milani
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
João Ernesto de Carvalho; Mônica Barbosa de Melo
Orientador: José Andrés Yunes
Resumo

A leucemia linfoide aguda (LLA) é o câncer mais comum na infância. O transplante de células primárias de LLA humana em camundongos imunosuprimidos tem sido de suma importância para o entendimento da fisiopatologia da doença e para o teste de novos fármacos. Ao contrário de modelos animais de tumores sólidos, cujo volume é facilmente medido na superfície dos animais, a LLA infiltra órgãos inacessíveis ao exterior, daí a necessidade de definir métodos adequados para o monitoramento da progressão da doença. Resultados aqui apresentados indicam que proteínas secretadas pela LLA podem servir como marcadores quantitativos da carga leucêmica, facilmente aferidos por ELISA de amostras de plasma sanguíneo. Dentre três proteínas testadas (B2M, IGFBP2 e Hsp90), o ELISA de Hsp90 apresentou sensibilidade superior à análise da porcentagem de células leucêmicas no sangue dos animais, por citometria de fluxo de células marcadas com anti-huCD45. Os níveis de Hsp90 humano no plasma sanguíneo mostraram-se positivamente correlacionados com o porcentual de células leucêmicas na medula óssea e fígado e em menor grau com os níveis do baço e sangue periférico (SP) ao longo do tempo, tanto nas LLA de linhagem B quanto nas LLA-T. O ELISA de Hsp90 permite detectar a instauração da leucemia nos animais transplantados, até duas semanas antes da detecção pelo método tradicional de análise de sangue periférico por citometria de fluxo. Ao contrário do observado para IGFBP2, o tratamento dos animais leucêmicos com Dexametasona ou um inibidor da PI3K não interferiu nos níveis de Hsp90, que se mantiveram proporcionais à porcentagem de células leucêmicas huCD45+ no sangue periférico. No conjunto, os resultados demonstram que a análise do plasma dos animais por ELISA de Hsp90 é um método melhor do que os atualmente utilizados, para diagnóstico precoce e acompanhamento de LLA humana quando em níveis de doença residual mínima, ou seja, quando a porcentagem de células de LLA é inferior a 5% do total de células da medula óssea. (AU)

Processo FAPESP: 11/01725-3 - Desenvolvimento de modelo animal de leucemia linfóide aguda pediátrica: teste ELISA para monitorar progressão da leucemia
Beneficiário:Mateus Milani
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado