Busca avançada
Ano de início
Entree


Caracterização metalogenetica do deposito cromotiferos de Pedras Pretas, Santa Luz - BA

Autor(es):
Marcelus Glaucus de Souza Araujo
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Geociencias
Data de defesa:
Membros da banca:
Asit Choudlhuri; Carlos Roberto de Souza Filho; Nelson Angeli
Orientador: Elson Paiva de Oliveira
Resumo

A mineralização cromitífera de Pedras Pretas encontra-se alojada em horizontes serpentiníticos da suíte intrusiva homônima. O magmatismo ultrabásico intrude litotipos de origem sedimentar e ígnea, que sofreram no mínimo a ação direta de quatro fases de deformação. O ambiente de colocação da referida suíte compreende sítios extensionais sob condições de saturação de água e metamorfismo de fácies xisto-verde. A evolução tectono-metamórfica para a região investigada é marcada inicialmente por condições progradante de metamorfismo caracterizada em fácies anfibolito. O ápice do loop metamórfíco é atingido em fácies anfibolito alto, identificado nas paragêneses formadoras de bandamento gnáissico regional e pela presença de remobilidzados anatéticos. Tais condições ocorreram até o inicio da formação dos grandes cisalhamentos, produto de uma fase de deformação subseqüente. Estas estruturas de escala litosférica receberam aporte de fluídos que propiciaram a redução das condições térmicas para a fácies xisto-verde. As características químicas dos fluidos infiltrantes foram comprovadamente modificadas no decorrer da evolução das estruturas frágeis. Dados petroquímicos obtidos para as cromitas de Pedras Pretas permitiram a separação em dois agrupamentos distintos: cromitas disseminadas em serpentinitos e cromitas de cromititos maciços. A primeira associação foi modificada por processos posteriores a cristalização magmática enquanto que a última conservou as suas características primárias. As análises químicas das cromitas maciças de Pedras Pretas retratam que as mesmas se cristalizaram-se por processo de diferenciação, onde os termos finais tomaram-se enriquecidos em cromo. Isto toma necessário a participação de um liquído originalmente peridotítico saturado em cromo sob condições de baixa f02' Tal característica aliado ao baixo conteúdo de Ti e a razão Cr/(Cr+Al) > 0,6, além de dados do mapeamento geológico e correlações com trabalhos de cunho regional suportam a idéia de que a mineralização cromitífera se formou em ambiente tectônico relacionados à arcos de ilha (AU)

Processo FAPESP: 95/09206-0 - Caracterizacao metamorfica/deformacional do complexo basico-ultrabasico de pedras pretas, santa luz, bahia.
Beneficiário:Marcelus Glaucus de Souza Araújo
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado