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Desigualdades sociais na saúde da população idosa na Região Metropolitana de Campinas

Autor(es):
Viviane Lazari Simomura
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Maria Rita Donalísio; José Marcos Pinto da Cunha
Orientador: Tirza Aidar
Resumo

O reconhecimento e análise das desigualdades em saúde são fundamentais para compreender o complexo processo saúde, doença, cuidado e morte; para a qualificação das informações em saúde e, consequentemente, o suporte de políticas públicas e intervenções sanitárias em busca de equidade. Embora muitos trabalhos se dediquem a compreender como as desigualdades sociais afetam as condições de saúde e mortalidade da população, na literatura brasileira ainda são escassos estudos desenhados especificamente para a população idosa. Este trabalho busca contribuir para a temática, avaliando diferenciais nos níveis e padrões epidemiológicos da mortalidade da população adulta e idosa no contexto da Região Metropolitana de Campinas (RMC): de alto desenvolvimento econômico e ampla oferta de serviços de saúde - de baixa, média e alta complexidade -, por um lado, mas, por outro lado, de fortes desigualdades sociais. São três as principais perguntas que nortearam a pesquisa: (1) Os diferenciais em favor da menor mortalidade de grupos populacionais que vivem em melhores condições, já amplamente identificada na literatura para a saúde materno infantil e juvenil, se mantêm nas idades adultas e mais avançadas? (2) Caso positivo, tais diferenciais independem das causas de óbito? (3) Há indícios de efeito de sobrevivência refletido na diminuição dos diferenciais nas idades mais avançadas? Para tanto, foram analisadas estimativas de taxas de mortalidade da população com 45 anos e mais, por sexo, grupos etários e principais causas de morte na RMC, no período de 2003 e 2004. Os dados analisados são do sistema de registros de óbitos, georeferenciados segundo local de residência, considerando quatro áreas diferenciadas segundo indicadores de vulnerabilidade social. Os resultados indicam que, para a população de 45 a 59 e de 60 a 69 anos, as áreas mais nobres e consolidadas da RMC apresentam taxas de mortalidade sempre bem abaixo das demais, independente do sexo e, com raríssimas exceções, dos grandes e principais grupos de causas analisados. Intervalos de confiança calculados para razões entre as taxas mostram que os diferenciais são estatisticamente significativos para a mortalidade em geral e que estes diferenciais diminuem nas idades mais avançadas (de 70 a 79 e 80 anos ou mais), indicando a existência de viés de sobrevivência. (AU)

Processo FAPESP: 10/14740-8 - Desigualdades sociais na saúde da população idosa na Região Metropolitana de Campinas.
Beneficiário:Viviane Lazari Simomura
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado