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Proteoglicanos da cartilagem epifisaria de rãs : composição, estrutura e variações regionais

Autor(es):
Daniela Zanin Covizi
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Edson Rosa Pimentel; Glaucia Maria Pastore; Jose Camilo Novello; Olga Maria de Toledo Correa
Orientador: Hernandes Faustino de Carvalho
Resumo

A cartilagem epifisária de Rana catesbeiana foi estudada com o intuito de caracterizar aspectos relacionados aos proteoglicanos, em especial ao agrecam. A cartilagem epifisária foi dividida em três regiões, denominadas articular, lateral e de crescimento, que foram analisadas em IÚvel bioquírnico e estrutural. A partir de experimentos bioquímicos e imunoquímicos, utilizando diferentes anticorpos contra os domínios G 1, G 1/G2 e G3 do core protéico, contra os sítios de ligação das cadeias de condroitim sulfato, da análise do padrão de sulfatação das cadeias de condroitim e queratam sulfato e da associação com o ácido hialurônico e proteína link, o grande proteoglicano de rã foi caracterizado e classificado como agrecam, dada a sua semelhança com o agrecam de mamíferos e de aves. O tamanho do core protéico não variou entre as três regiões (-300kDa). A presença dos três domínios globulares foi também confirmada através da ultraestrutura da molécula de agrecam após rotary shadowing. Quando analisadas por métodos cromatográficos, as cadeias de condroitim sulfato apresentaram o mesmo tamanho hidrodinâmico (Kav=O.42) nas três cartilagens. Entretanto, na região de crescimento foi detectada uma sub-população de cadeias de condroitim sulfato maiores (Kav=O,35). Estes resultados foram confirmados através da análise dos dissacarídeos saturados e insaturados, que constituem as cadeias de condroitim sulfato, obtidas após digestão das cadeias com enzimas específicas seguidas por análise cromatográfica, que mostrou que as cadeias de condroitim sulfato na região de crescimento, possuem em média 56 dissacarídeos comparados com os 42 estimados para as outras duas regiões. O dissacarídeo Wi4S foi predominante em todas as cartilagens e a razão entre L i6S e L i4S foi 0,4 para as cartilagens articular e lateral e 0,7 para a cartilagem de crescimento. O dissacarídeo insaturado não sulfatado (L iOS) apresenta maior concentração na cartilagem de crescimento. O terminal não redutor (dissacarídeo saturado) predominante nas três cartilagens foi GaINAc4S. A cartilagem lateral e de crescimento apresentaram a mesma razão entre GalNAc4,6S e GaINAc4S foi 0,5, enquanto a cartilagem articular a razão foi 0,7. A região rica em queratam sulfato foi isolada através de tratamentos enzimáticos e cromatográficos e, após análise eletroforética, apresentou uma massa molecular aparente de -110kDa. Os dissacarídeos repetitivos das cadeias de queratam sulfato foram predominantemente monossulfatados (Gal-GlcNAc6S) e a razão entre os dissacarídeos mono e dissulfatados foi aproximadamente igual para todas as cartilagens (0,23). Os resultados revelaram a semelhança estrutural entre o agrecam de rãs e o agrecam de mamíferos, além de demonstrar variações nas cadeias de condroitim sulfato entre a cartilagem de crescimento e as demais regiões (AU)

Processo FAPESP: 95/06684-9 - Proteoglicanos de cartilagem articular de RAS: composição e variações regionais.
Beneficiário:Daniela Zanin Covizi
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado