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Arrabidaea chica Verlot : formulações de liberação sustentada para aplicação em úlceras de mucosa e pele

Autor(es):
Leila Servat Medina
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Data de defesa:
Membros da banca:
Angela Regina Araujo; Maria Helena Sarragiotto; Fernando Antonio Cabral; Patrícia Corrêa Dias
Orientador: Mary Ann Foglio
Resumo

A espécie Arrabidaea chica, conhecida como crajiru, faz parte da relação nacional de plantas medicinais de interesse ao SUS. Estudos desenvolvidos no CPQBA-UNICAMP comprovaram que o extrato bruto de A. chica possui ação cicatrizante, antiulcerogênica e antioxidante. Este trabalho teve como objetivo delinear e avaliar sistemas farmacêuticos contendo o extrato padronizado de A. chica, para o tratamento de lesões de pele e mucosa. Foram obtidas nanopartículas de quitosana pelo método de reticulação. Dentre os parâmetros avaliados estipulou-se como melhores condições para produção de nanopartículas o emprego do tripolifosfato como reticulante nas proporções de 1:5 (massa) e 1:10 (volume) em relação a quitosana. Para as aplicações tópicas, as nanopartículas de A. chica foram veiculadas em esponjas, filmes absorvíveis de álcool polivinílico ou hidrogéis de ácido hialurônico. Estudos in vitro utilizando fibroblastos humanos demonstraram a atividade das nanopartículas de A. chica na proliferação e migração celular. Estudos in vivo empregando ratos e hamsters forneceram parâmetros para padronização de modelos de mucosite gastrointestinal e oral, respectivamente. A atividade das nanopartículas em úlceras de mucosa foi evidenciada nos modelos de úlcera gástrica induzidas por etanol ou indometacina, com redução das lesões ulcerativas de 76% e 58%, respectivamente, quando comparadas ao grupo controle negativo. O efeito cicatrizante de filmes absorvíveis ou hidrogéis incorporados com as nanopartículas de A. chica foram avaliados em modelo de úlcera dérmica em ratos. A contração da área da ferida chegou a 79% nos animais tratados com os filmes carregados com 0,5 mg de nanopartículas e 85% de contração nos animais que receberam hidrogéis contendo 1,5 mg de nanopartículas. Os resultados demonstraram que a produção de nanopartículas de A. chica e dos sistemas de transporte foi viável, caracterizando-se como uma alternativa válida para a veiculação do extrato de A. chica, além de propiciar a redução da dose necessária para a atividade. (AU)

Processo FAPESP: 09/16484-1 - Arrabidaea chica Verlot: formulações de liberação sustentada para aplicação em úlceras de mucosa e pele
Beneficiário:Leila Servat Medina
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado