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Alterações do epitelio germinativo masculino, celulas endocrinas testiculares e celulas gonadotropicas durante o ciclo reprodutivo de Serrasalmus spilopleura (Kner, 1859) e Pimelodus maculatus (Lacepede, 1803)

Autor(es):
Rafael Henrique Nobrega
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Luiz Renato de França; Sebastião Roberto Taboga
Orientador: Irani Quagio-Grassiotto
Resumo

Nos peixes teleósteos, a unidade morfofuncional da espermatogênese é o espenrmatocisto ou cisto, constituído por células germinativas, em desenvolvimento sincrônico, envoltas perifericamente pelas células de Sertoli. Em função da cinética da espermatogênese e do tipo de reprodução (contínua ou sazonal), o epitélio germinativo pode se desenvolver de forma constante ou sofrer modificações cíclicas durante o ciclo reprodutivo. O presente trabalho teve como objetivo analisar, através de parâmetros histológicos, ultra-estruturais e imuno-histoquímicos, as alterações do epitélio germinativo em duas espécies de ciclos reprodutivos diferentes (Serrasalmus spilopleura - reprodução contínua e Pimelodus maculatus - reprodução sazonal) e correlacioná-las com as células esteroidogênicas e as células gonadotrópicas, no intuito de melhor compreender a fisiologia reprodutiva dos teleósteos tropicais de água doce. Em S. spilopleura, o epitélio germinativo organiza-se em cistos basais de espermatogônias e cistos apicais de células germinativas em desenvolvimento mais avançado. As espermatogônias basais apresentam intensa atividade proliferativa durante todo o ciclo reprodutivo. As células de Sertoli proliferam no intuito de acompanhar o crescimento dos cistos e aumentar o tamanho do testículo a cada ciclo reprodutivo. Quanto à esteroidogênese, a atividade 3"beta"-HSD é maior na região espermatogênica do que na região relacionada à espermiação. Em relação às células gonadotrópicas, as células LH são requeridas durante a espermatogênese e na espermiação, enquanto que as células FSH são mais ativas na liberação dos espermatozóides e provavelmente na proliferação das células sle Sertoli. Em P. maculatus, o epitélio germinativo passa por modificações morfofuncionais, categorizadas em quatro classes reprodutivas: regredida, maturação, maturação final e regressão. A proliferação das espermatogônias é intensa durante a maturação e depois diminui na maturação final e regressão. As células de Sertoli proliferam em maior freqüência na classe regredida, o que contribui para o crescimento do testículo durante o ciclo reprodutivo. A atividade 3"beta"-HSD é intensa na maturação e na maturação final, e depois diminui na regressão e na classe regredida. Os processos de espermatogênese e liberação de espermatozóides são dependentes de andrógenos. As células LH e FSH estão em maior quantidade durante a maturação e a maturação final, e depois diminuem na regressão e na classe regredida. A espermatogênese e a liberação dos espermatozóides são mais dependentes da atividade gonadotrópica do que os processos de proliferação espermatogonial e regressão testicular (AU)

Processo FAPESP: 03/11078-9 - Alterações do epitélio germinativo masculino versus células endócrinas testiculares e células gonadotrópicas em peixes de diferentes ciclos reprodutivos, Serrasalmus spilopleura e Pimelodus maculatus
Beneficiário:Rafael Henrique Nóbrega
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado