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Desenvolvimento de um biossensor amperometrico para oxalato

Autor(es):
Elizabeth Fatima Perez
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Quimica
Data de defesa:
Orientador: Graciliano de Oliveira Neto [Co-orientador]; Lauro Tatsuo Kubota
Resumo

Nesta dissertação empregou-se duas matrizes inorgânicas: sílica gel modificada com óxido de titânio (ST) e fosfato de zircônio (FZ), sobre as quais foram imobilizados dois mediadores, o azul de metileno (AM) e o azul de toluidina (AT). Estes materiais deram origem a quatro eletrodos do tipo pasta de carbono, que foram caracterizados quanto a resposta em diferentes eletrólitos, pH e estabilidade. Os eletrodos mostraram comportamento diferentes nos eletrólitos suporte estudados. Ambas matrizes revelaram caracter ácido, deslocando o potencial médio para valores mais positivos, cerca de 250 mV para STAT, 300 mV STAM, 550 mV FZAT e FZAM a pH 7. Além disso, o potencial médio desses corantes manteve-se independente do pH do meio, ao contrário do observado para os mediadores em solução. Esse efeito foi menos pronunciado para a matriz ST, visto que com ambos mediadores, o potencial não se mantém constante abaixo de pH 4. Os eletrodos estudados foram estáveis quanto a ciclagem consecutiva. Objetivando a determinação de oxalato utilizou-se o eletrodo com AT adsorvido sobre a matriz ST e duas enzimas a oxalato oxidase, que catalisa a oxidação do oxalato a CO2 e H2O2, e a Horseradish peroxidase que reduz o peróxido a água, amplificando o sinal. O biossensor apresentou melhor resposta em tampão succinato/KCI pH 3,8, aplicando-se um potencial de -100 mV vs ECS. A curva analítica obtida nestas condições apresentou uma faixa de resposta linear de 0,1 a 2 mmol L, cuja equação ajustada para esse intervalo com n=20, foi i=0,33(0,04)+2,29(0,04)[oxalato], r= 0,9978, sendo i em mA e [oxalato] em mmol L .O biossensor foi estocado em geladeira apresentando um tempo de vida útil de quatro dias. Na aplicação em amostras de espinafre obteve-se uma diferença de 7 a 13% em relação ao método da AOAC, no entanto o biossensor desenvolvido apresenta como grande vantagem a diminuição em 3 dias do tempo de análise sem geração de resíduos químicos. (AU)

Processo FAPESP: 98/03302-6 - Desenvolvimento de um biossensor amperométrico para oxalato
Beneficiário:Elizabeth Fatima Perez
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado