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Mineralização aurifera de Lages-Antonio Dias, Ouro Preto-MG controles lito-estratigraficos e estruturais

Autor(es):
Jose Adilson Dias Cavalcanti
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Geociencias
Data de defesa:
Membros da banca:
Ronald Fleischer; Roberto Perez Xavier
Orientador: Alfonso Schrank
Resumo

Com base na cartografia geológica da área de Lages-Antônio Dias (escala 1 :2.000) e das minas Chico Rei, Sc1iar e Duas Bocas (escala 1 :250), é demonstrável que os minérios que contêm ouro são os turmalinitos e os veios de quartzo-sulfetos. Estes minérios ocorrem, principalmente, nas zonas de contatos litológicos e nas descontinuidades estruturais. Os turmalinitos possuem associação direta com os veios de quartzo em diferentes litologias e nos diversos andares estratigráficos que formam a Serra de Ouro Preto. Possivelmente, sua formação resulta da interação de fluidos hidrotermais com as rochas hospedeiras, tendo o fluido penetrado em fraturas, independentes do empilhamento lito-estratigráfico. Os turmalinitos podem ocorrer de quatro formas distintas. São observados nos contatos (i) entre o Grupo Nova Lima e a Formação Moeda, (ii) entre as Formações Moeda e Batatal, (iii) entre as Formações Batatal e Cauê e, (iv) sob a forma de corpos secantes às Formações Moeda e Batatal. Os veios sulfetados estão associados a estruturas rúpteis que encontram-se, na maioria das vezes, mascaradas pela superposição de eventos deformacionais posteriores a sua colocação. Estes veios aparecem preenchendo fraturas extensionais verticais e conjugadas. São do tipo quartzo-arsenopirita, quartzo-pirita-ca1copirita e quartzo-pirrotita, contendo turmalina em menor quantidade. Os veios de quartzo-arsenopirita aparecem de duas formas: (i) veios secantes encaixados na Formação Batatal, com orientação 230°, com porções maciças de arsenopirita e, (ii) veios bandados com orientação 230°, associados a fraturamentos conjugados. Os veios de quartzo-pirrotita também são bandados e ocorrem numa zona de cisalhamento com movimento normal para sudeste, instalada na base da Formação Cauê. Já os veios de quartzo-pirita-calcopirita são secantes, com direção 230° e estão encaixados na Formação Cauê. Os dados obtidos sugerem que a mineralização aurífera ocorreu em pelo menos dois estágios distintos. O primeiro deu origem a turmalinitos e veios a quartzo-sulfeto, os quais associam-se a fraturamentos hidráulicos verticais que interseptam o Quartzito Moeda, Filito Batatal e Itabirito Cauê. Nestas interseções, os turmalinitos ocorrem distribuídos em vários patamares estratigráficos. Num segundo estágio, os veios a quartzo-sulfeto associam-se à fraturamentos hidráulicos conjugados hospedados em zonas cisalhamento e falhamentos normais. Evidências de campo indicam que os dois principais pulsos da mineralização aurífera ocorreram anteriormente à formação do Anticlinal de Mariana. Os produtos gerados por estes dois pulsos foram posteriormente modificados devido ao soerguimento do anticlinal (AU)

Processo FAPESP: 97/14447-2 - Controles tectônico-estruturais da mineralização aurífera da serra de Ouro Preto na região das Lages e Antonio Dias, aba sul da anticlinal de Mariana, Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais
Beneficiário:Jose Adilson Dias Cavalcanti
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado