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Atividade física se relaciona com melhor função diastólica em indivíduos com lesão de medula espinhal : Physical activity is related to a better diastolic function in spinal-cord injured subjects

Texto completo
Autor(es):
Guilherme de Rossi
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas
Data de defesa:
Orientador: Souza, José Roberto Matos
Resumo

Objetivo: Indivíduos com lesão medular (LM) apresentam pior função diastólica do ventrículo esquerdo (VE) em comparação com indivíduos sadios. O presente estudo investigou o efeito da atividade física regular sobre a estrutura e a função cardíaca em indivíduos com LM. Métodos: Cinquenta e oito homens com LM [29 sedentários (LM-S) e 29 atletas (LM-A)] e 29 indivíduos saudáveis (IS) foram avaliados transversalmente por meio de exames clínicos, laboratoriais, hemodinâmicos e análise ecocardiográfica. Todos os indivíduos inscritos eram normotensos, não diabéticos, não fumantes e normolipêmicos. Os grupos estudados apresentaram idade e índice de massa corporal similares. Resultados: LM-S apresentaram parâmetros estruturais e sistólicos do VE semelhantes, mas relação E/Em mais elevada (8,0±0,5) e Em/Am (1,18±0,09) mais baixas do que LM-A e IS (E/Em=6,4±0,3 e 5,9±0,3, respectivamente; Em/Am=1,57±0,12 e 1,63±0,08, respectivamente; todos com p<0,05 em comparação com LM-S). A análise dos indivíduos com LM de acordo com o nível de lesão revelou que os atletas tetraplégicos tinham características semelhantes comparadas com indivíduos sedentários tetraplégicos, exceto por maior relação Em (10,9±0,6 vs. 8,6±0,7 cm/s; p<0,05) e menor E/Em (6,3±0,4 vs. 8,8±0,8; p<0,05), enquanto paraplégicos atletas apresentaram características semelhantes em relação aos indivíduos paraplégicos sedentários, exceto por maior diâmetro diastólico final (49,4±1,4 vs. 45,0±1,0 mm; p<0,05) e menor relação Em/Am (1,69±0,20 vs. 1,19±0,08; p<0,05), menores espessura de parede relativa do VE (0,330±0,012 vs. 0,369±0,010; p<0,05) e freqüência cardíaca (67,1±4,2 vs. 81,9±2,8 b.p.m.; p<0,05). Conclusão: Atividade física regular está associada a uma melhor função diastólica do VE no LM e pode exercer efeitos estruturais cardíacos distintos em indivíduos tetraplégicos e paraplégicos. Palavras-chave: Paraplegia; Tetraplegia; Ecocardiografia; Doppler tecidual; Exercício (AU)

Processo FAPESP: 10/16252-0 - Mecanismos envolvidos no aumento do risco cardiovascular em portadores de lesão da medula espinhal
Beneficiário:Wilson Nadruz Junior
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Regular