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Avaliação de linguagem em epilepsia de lobo temporal mesial = correlações com neuroimagem estrutural e funcional = Language assessment in mesial temporal lobe epilepsy: correlations with structural and functional neuroimaging

Texto completo
Autor(es):
Tátila Martins Lopes
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas
Data de defesa:
Resumo

A epilepsia de lobo temporal (ELT) é o tipo de epilepsia mais comum no adulto e comorbidades cognitivas podem acompanhá-la, como prejuízos de memória e linguagem. Nesta população é esperada uma maior incidência de pessoas com lateralização atípica para linguagem (LAL), 20% contra 5% da população saudável. Alguns fatores são apontados como preditores: dominância manual, sinistralidade familiar e insulto cerebral precoce e em hemisfério esquerdo. A linguagem nesses pacientes tem sido estudada há décadas, mas ultimamente a técnica de ressonância magnética funcional (fMRI) vem substituindo o teste de WADA e proporcionado uma série de novos métodos e paradigmas para estudar essa função in vivo, inclusive em indivíduos saudáveis. Portanto, o objetivo desse estudo foi delinear os subtipos de ELT, com atrofia esquerda (AHE), direita (AHD) e sem atrofia (negAH) hipocampal comparando-os com controles, quanto a aspectos de linguagem. Os resultados foram dispostos em dois artigos. O primeiro tratou da comparação de dois paradigmas de fMRI de linguagem baseados em decisão semântica. Neste artigo, 24 indivíduos saudáveis foram submetidos a duas versões de tarefa de linguagem: versão complexa e versão fácil. Ambas foram efetivas, porém a versão complexa produziu resultados mais robustos para a avaliação da linguagem. Logo, foi a versão eleita para conduzir o estudo com os pacientes ELT. O segundo resultado, foi exposto no artigo que comparou pacientes com AHD (n=31), AHE (n=32) e negAH (n=30), além de controles (n=101). Esse artigo investigou o impacto da atrofia hipocampal no perfil de linguagem em diferentes subtipos de ELT; avaliando a incidência e fatores preditivos de lateralização de linguagem, sua relação com o padrão de ativação da fMRI em regiões associadas à linguagem; comparação entre os grupos quanto ao padrão de ativação de linguagem e conectividade funcional, além da comparação do desempenho no teste de nomeação de Boston e sua correlação com o padrão de ativação da tarefa. Os resultados apontaram para frequência de LAL semelhante em todos os grupos e somente a dominância manual como preditor de dominância hemisférica para linguagem, porém, de forma distinta em cada grupo de acordo com as regiões de interesse. O padrão de ativação da linguagem e a análise entre regiões de interesse (ROI-to-ROI) apontaram pior desempenho do grupo AHE em relação aos grupos controle e negAH. A análise entre o giro frontal médio esquerdo e o cérebro todo (seed-based-voxel) mostrou que todos os grupos de pacientes apresentam conectividade funcional diminuída em relação aos controles, além de diferenças par a par entre os grupos de pacientes. O melhor desempenho em nomeação se correlacionou com maior ativação em áreas de linguagem nos grupos AHD e negAH. Este estudo concluiu que pacientes com AHE apresentaram pior desempenho em nomeação, ativação e conectividade funcional, seguidos pelos pacientes com AHD, enquanto os pacientes negAH apresentaram alterações discretas em comparação aos controles. Esta tese mostra que apesar dos vários estudos de fMRI sobre linguagem, novos trabalhos com diferentes metodologias e paradigmas são necessários para compreender melhor as alterações de linguagem em subtipos de ELT (AU)

Processo FAPESP: 12/05364-8 - Avaliação de linguagem em epilepsia de lobo temporal mesial: correlações com neuroimagem estrutural e funcional.
Beneficiário:Tátila Martins Lopes
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado