Busca avançada
Ano de início
Entree


Neuroimagem na ataxia de Friedreich = novas abordagens e aplicações clínicas = Neuroimaging in Friedreich's ataxia = new approaches and clinical aplication

Texto completo
Autor(es):
Thiago Junqueira Ribeiro de Rezende
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas
Data de defesa:
Resumo

A ataxia de Friedreich (FRDA) é a ataxia autossômica recessiva mais comum no mundo. Clinicamente, é caracterizada por início precoce, alterações sensoriais e ataxia de lenta progressão. Os estudos de imagem têm focado somente em estruturas infratentoriais, desconsiderando o envolvimento de estruturas supratentoriais, diferenças fenotípicas e duração da doença, bem como a evolução do dano neurológico. Portanto, o objetivo deste trabalho é avaliar, por meio de imagens de ressonância magnética multimodal, pacientes com ataxia de Friedreich a fim de compreender a evolução do dano encefálico, identificar o padrão de dano encefálico entre os fenótipos da doença, os sítios de depósitos de ferro extra-cerebelares e as primeiras estruturas acometidas na doença. A fim de atingir todos os objetivos, foram recrutados 25 pacientes adultos com a forma clássica da doença, 13 pacientes com início tardio e 12 pacientes pediátricos. Para quantificar a gravidade da doença foi utilizada a escala FARS. O dano estrutural de substância cinza e branca foi avaliado via imagens de ressonância magnética ponderadas em T1, T2 e DTI. Para análise de tais imagens foram utilizadas as ferramentas FreeSurfer, T1 MultiAtlas, DTI Multiatlas, SPM, SpineSeg e TBSS. As comparações de grupos revelaram comprometimento microestrutural multifocal na substância branca encefálica na FRDA, com dano extenso nos pedúnculos cerebelares, corpo caloso e tratos piramidais. Encontramos também alterações na substância cinzenta no núcleo denteado do cerebelo, tronco e córtex motor. Nós não identificamos mudanças volumétricas longitudinais, porém análises prospectivas da substância branca identificaram anormalidades microestruturais progressivas no corpo caloso, tratos piramidais e pedúnculos cerebelares superiores após um ano de seguimento. A respeito do estudo comparando o tipo clássico e o tipo tardio (cFRDA vs. LOFA), nós mostramos que ambos os fenótipos possuem um padrão de anormalidades similares, mas não idênticas. Embora sutis, as diferenças estruturais encontradas ajudam a explicar a variabilidade fenotípica entre estas duas apresentações da doença. Por exemplo, o maior dano microestrutural no trato córtico-espinhal no grupo LOFA ajuda a explicar os sinais piramidais mais exuberantes neste grupo. Não fomos capazes de identificar depósitos de ferro cerebrais nos pacientes com FRDA. Neste sentido, tais depósitos ficariam restritos somente ao núcleo denteado do cerebelo. Por fim, fomos capazes de observar que a manifestação inicial da doença, vista em pacientes pediátricos, se concentra na medula espinhal e no pedúnculo cerebelar inferior (AU)

Processo FAPESP: 14/19786-7 - Cálculo automatizado dos tempos de relaxação transversal: identificação de depósitos de ferro no cérebro
Beneficiário:Thiago Junqueira Ribeiro de Rezende
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado