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Avaliação da disfunção hipotalâmica em crianças e adolescentes com obesidade = Evaluation of hypothalamic dysfunction in obese children and adolescents

Texto completo
Autor(es):
Leticia Esposito Sewaybricker
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas
Data de defesa:
Resumo

Na obesidade experimental induzida por dieta, o hipotálamo é afetado por uma resposta inflamatória que altera a função de neurônios envolvidos na regulação da ingestão de calorias e do gasto energético. Em adultos obesos, estudos com ressonância magnética funcional (RNMf) mostraram a existência de uma resposta hipotalâmica alterada para nutrientes e exposição ao frio. Além disso, estudos revelaram por meio de análise de ressonância magnética estrutural a existência de gliose no núcleo médio-basal hipotalâmico (MBH) que aumenta em proporção direta ao índice de massa corporal (IMC). Portanto, avaliações por diferentes abordagens de neuroimagem demonstram a presença de anormalidades no hipotálamo de adultos obesos e em modelos animais. A obesidade infantil é um importante fator de risco para a obesidade e suas comorbidades na idade adulta. No entanto, nenhum estudo anterior avaliou a presença de alterações hipotalâmicas em crianças obesas. Aqui, foram utilizados métodos de neuroimagem funcional e estrutural para estudar o hipotálamo de doze crianças obesas e onze com peso normal. Também foram avaliadas a composição corporal e as dosagens de hormônios da saciedade e marcadores inflamatórios. Nas crianças obesas o MBH apresentou sinais radiológicos sugestivos de gliose, que está diretamente correlacionada com a adiposidade corporal e, particularmente, com a adiposidade visceral. Foi encontrada também correlação entre os sinais de gliose e os níveis séricos de leptina, porém não com os níveis de insulina. Além disso, em estudos funcionais, o hipotálamo das crianças obesas apresentou uma resposta diminuída à ingestão oral de glicose, além de uma menor conectividade entre o hipotálamo e o restante do cérebro, em comparação com os indivíduos eutróficos. Foi encontrada correlação entre os menores sinais funcionais do hipotálamo e a maior presença de gliose no MBH. Este é o primeiro estudo que demonstra que o hipotálamo pode ser funcionalmente e estruturalmente afetado na obesidade infantil (AU)

Processo FAPESP: 09/50809-5 - Inflamação e resposta imune em obesidade
Beneficiário:Licio Augusto Velloso
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Temático