Texto completo
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| Autor(es): |
Luisa Pontes Ribeiro
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Dissertação de Mestrado |
| Instituição: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia |
| Data de defesa: | 2018-07-27 |
| Membros da banca: |
Cinthia Aguirre Brasileiro;
Ricardo Luiz Moro de Sousa
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| Orientador: | Luís Felipe de Toledo Ramos Pereira |
| Resumo | |
A produção e comercialização de rã-touro, Lithobates catesbeianus, possui um grande potencial econômico e é uma prática realizada durante anos em todo o mundo. A rã-touro é uma das principais espécies de anfíbios invasores do mundo, causando muitos impactos negativos as populações nativas. Além disso, desempenha papel fundamental no processo de disseminação do fungo quitrídio (Bd). Levando em conta a tolerância dessa espécie à infecção por Bd e a criação em massa de animais, objetivamos analisar a presença de Bd nas rãs-touro produzidas e compreender o papel dos ranários como possíveis reservatórios e centros de disseminação do patógeno. Assim, amostramos aproximadamente 1.500 rãs em 10 ranários do estado de São Paulo quanto à presença, prevalência e carga de infecção de Bd; além da água que abastece e é liberada dos ranários para o ambiente. Ainda, isolamos e genotipamos cepas encontradas nos ranários e testamos se diferentes cepas isoladas de rãs-touro são tão ou mais virulentas do que as isoladas de anfíbios nativos. Para testar a virulência de cepas, expusemos indivíduos de Brachycephalus ephippium a diferentes cepas de Bd: isolados de rã-touro e isolados de hospedeiros nativos. Observamos indivíduos infectados com Bd em todos os ranários amostrados, com altas prevalências e cargas de infecção. O fluxo de água liberado foi alto, quase 60.000 litros diários, com uma carga média de 423 e.g. de zoósporos / litro. Além disso, encontramos 2 linhagens distintas de Bd: Bd-GPL-2 e Bd-Brasil. Encontramos diferença na virulência entre as cepas isoladas de rã-touro ou hospedeiro nativo, sendo a mais virulenta e a menos virulenta isoladas de rã-touro. Todos os indivíduos de Brachycephalus ephippium morreram com carga de infecção similar, no entanto, algumas cepas foram capazes de atingir a carga de zoósporos necessários para matar mais rápido do que outras. Nossos resultados evidenciam que os ranários estão contribuindo para a intensificação e disseminação de Bd para ambientes naturais. Além disso, os ranários mantêm diferentes variedades de cepas, tanto em relação à diversidade de linhagens quanto em relação à amplitude de virulência. Assim, enfatizamos a necessidade de implementar o controle e a mitigação de Bd nos ranários com foco na conservação de anfíbios nativos (AU) | |
| Processo FAPESP: | 16/03344-0 - O quitrídio nos ranários do estado de São Paulo e suas implicações para conservação da fauna nativa |
| Beneficiário: | Luisa de Pontes Ribeiro |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |