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Maus tratos e o desenvolvimento do Hipocampo ao longo da infância e adolescência

Texto completo
Autor(es):
Victoria Fogaça Doretto
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina (FM/SBD)
Data de defesa:
Membros da banca:
Euripedes Constantino Miguel Filho; Jackeline Suzie Giusti; Pedro Mario Pan Neto; Marcos Leite Santoro
Orientador: Euripedes Constantino Miguel Filho
Resumo

OBJETIVO: Estudos prévios de neuroimagem sugerem que os maus-tratos na infância estão associados ao volume alterado do hipocampo. No entanto, estudos longitudinais são escassos atualmente, dificultando a determinação de como as alterações no volume do hipocampo evoluem ao longo do tempo. MÉTODO: Neste estudo longitudinal, uma amostra comunitária de 795 participantes foi submetida a ressonância magnética de crânio (RNM) em três ondas, abrangendo idades de 6 a 21 anos. Os maus-tratos na infância foram avaliados por meio de relatos dos pais e autorrelatos das crianças na linha de base (6 a 12 anos). Modelos mistos foram aplicados para examinar a relação entre maus-tratos e volume do hipocampo ao longo do tempo. Além disso, investigamos o impacto do transtorno depressivo maior (TDM) e fatores genéticos na relação entre maus-tratos e hipocampo. RESULTADOS: O termo quadrático de idade foi significativamente associado ao desenvolvimento do volume do hipocampo direito e esquerdo. A alta exposição aos maus-tratos na infância foi associada à redução do volume do hipocampo direito e ao volume reduzido persistente ao longo da adolescência. Criticamente, a relação entre maus-tratos na infância e redução do volume do hipocampo direito permaneceu significativa após o ajuste para a presença de TDM durante a infância e adolescência e escores de risco poligênico do volume do hipocampo. As interações de tempo por CM e sexo por CM não foram estatisticamente significativas. CONCLUSÃO: Este estudo demonstra que os maus-tratos na infância estão associados à redução persistente do volume do hipocampo em crianças e adolescentes, mesmo após o ajuste para a presença de transtorno depressivo maior e determinantes genéticos da estrutura do hipocampo (AU)

Processo FAPESP: 21/02451-6 - Maus-tratos e o desenvolvimento cerebral em adolescentes e adultos jovens: estudo longitudinal de ressonância magnética estrutural
Beneficiário:Victoria Fogaça Doretto
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Doutorado Direto