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Estudo da adenosina quinase na progressão e resistência do melanoma humano

Texto completo
Autor(es):
Julia Rezende da Silva
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Conjunto das Químicas (IQ e FCF) (CQ/DBDCQ)
Data de defesa:
Membros da banca:
Mario Hiroyuki Hirata; Ricardo Ambrosio Fock; Fabio Pittella Silva; Márcia Rosângela Wink
Orientador: Silvya Stuchi Maria Engler; Érica Aparecida de Oliveira
Resumo

O melanoma é uma neoplasia maligna originada dos melanócitos que, apesar de representar apenas 4% dos cânceres de pele, é responsável por 80% das mortes devido à resistência a inibidores de proteínas mutantes da via MAPK, como BRAF. Embora a atividade da adenosina quinase (ADK) já tenha sido associada ao crescimento celular, seu papel no melanoma ainda não foi investigado. Estudos in silico de nosso grupo, utilizando os bancos de dados TCGA e GEO, identificaram ADK como um gene diferencialmente expresso entre nevo benigno e melanoma metastático. Dados do TCGA revelaram que 9% das amostras de melanoma cutâneo apresentam alterações genéticas em ADK, principalmente aumento de mRNA. Validamos esses dados em linhagens de melanoma sensíveis e resistentes ao inibidor de BRAF por RT-qPCR e Western Blotting, observando aumento de ADK no melanoma metastático e diminuição em células resistentes ao BRAF. Ensaios de imunofluorescência mostraram a predominância da isoforma nuclear de ADK (ADKL), associada ao desenvolvimento tumoral. Em experimentos com ABT702 (inibidor de ADK), células de melanoma sensíveis apresentaram aumento da proliferação em baixas concentrações, enquanto altas concentrações inibiram o crescimento. Em células resistentes, o tratamento diminuiu a proliferação em 72h. Além disso, o tratamento reduziu a invasão celular das linhagens sensíveis. A inibição de ADK manteve níveis relativos elevados de AMP e ADP, sugerindo a ativação de vias metabólicas alternativas para a sustentação desses metabólitos. A inibição de ADK (via shRNA e farmacológica) também impactou a expressão de genes relacionados às catepsinas e proteínas quinases, envolvidas na resistência do melanoma. Esses resultados sugerem que ADK pode influenciar a progressão do melanoma e a resistência à terapia, indicando a importância de explorar seu papel no metabolismo das purinas e na sinalização celular. (AU)

Processo FAPESP: 20/14878-1 - Estudo da adenosina quinase na progressão e resistência do Melanoma humano
Beneficiário:Julia Rezende da Silva
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Doutorado Direto