Busca avançada
Ano de início
Entree


Consequências da injúria perivascular sobre a morfologia e reatividade à Ang II em artéria carótida de rata: efeito do estrógeno pré e pós injúria

Autor(es):
Fukada, Sandra Yasuyo
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Ribeirão Preto. [2004]. 160 f., gráficos, ilustrações, tabelas.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
Data de defesa:
Membros da banca:
Oliveira, Ana Maria; Bendhack, Lusiane Maria; Santos, José Eduardo Tanus dos; Krieger, José Eduardo; Laurindo, Francisco Rafael Martins
Orientador: Oliveira, Ana Maria
Área do conhecimento: Ciências Biológicas - Farmacologia
Indexada em: Banco de Dados Bibliográficos da USP-DEDALUS
Localização: Universidade de São Paulo. Biblioteca Central do Campus de Ribeirão Preto; FMRP/Fukada, Sandra Yasuyo
Resumo

A camada adventícia pode participar do processo de remodelamento vascular. A ativação de fibroblastos da adventícia, em modelos animais, é considerada um dos estágios iniciais da lesão vascular e contribui para o espessamento da íntima. O remodelamento da adventícia inclui proliferação e diferenciação de fibroblastos e formação de neoíntima. Os estágios iniciais da lesão vascular são geralmente acompanhados por alterações na reatividade vascular. Estudos clínicos e epidemiológicos sugerem que o estrógeno apresenta um importante papel protetor do sistema cardiovascular. Existem evidências de que o efeito do estrógeno sobre o sistema cardiovascular é modulando o sistema renina-angiotensina, o qual é um dos principais sistemas biológicos relacionados com a patogênese da restenose e outras doenças cardiovasculares. Os objetivos do presente estudo foram investigar as consequências da injúria perivascular, sobre a morfologia e reatividade à angiotensina II (Ang II) em carótidas submetidas a lesão por colar de silicone e avaliar o efeito do tratamento com 17 'beta'-estradiol sobre a lesão arterial bem como sobre as alterações na reatividade vascular de animais que receberam o tratamento prévio à lesão ou pós-lesão. O posicionamento do colar de silicone ao redor da carótida promoveu espessamento caracterizado por uma resposta inflamatória na camada adventícia acompanhada de uma redução da resposta contrátil estimulada pela Ang II. A redução da resposta contrátil não ocorre devido a uma maior liberação de prostanóides vasodilatadores ou de fatores liberados pelo endotélio. Foram evidenciados comprometimento da mobilização de cálcio do meio extracelular pela Ang II, além de uma maior expressão da enzima óxido nítrico sintase induzida (iNOS) na camada média e adventícia de artérias lesadas pelo colar de silicone. A incubação das artérias com inibidor da enzima óxido nítrico sintase (NOS) reverte a hiporesponsividade em carótidas com lesão de 14 dias enquanto o antagonista de receptores 'AT IND.2' reverte a redução da resposta à Ang II em artérias com lesão de 21 dias. Esses dados sugerem que a redução da resposta contrátil ocorre em função de diferentes mecanismos dependendo do tempo de lesão vascular... (AU)

Processo FAPESP: 00/00023-0 - Consequências da reposição hormonal sobre a reatividade e fluxo sanguíneo de artérias carótidas de ratas ovariectomizadas antes ou após a injúria vascular por anel de silicone
Beneficiário:Sandra Yasuyo Fukada Alves
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado