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Estressor social facilita estresse na tilápia-do-Nilo?

Texto completo
Autor(es):
Barreto, Rodrigo Egydio
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Botucatu. [2002]. 38 f., gráficos, tabelas.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Instituto de Biociências
Data de defesa:
Membros da banca:
Percília Cardoso Giaquinto; Elisabeth Criscuolo Urbinati; Anette Hoffmann; Eunice Oba
Orientador: Volpato, Gilson Luiz
Área do conhecimento: Ciências Biológicas - Zoologia
Indexada em: Banco de Dados Bibliográficos Athena
Localização: Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Medicina, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia e Instituto de Biociências. Biblioteca do Campus de Botucatu; T 5420
Resumo

Neste estudo, avaliou-se, em 2 diferentes experimentos, a hipótese de que o estressor social (agressão intraespecífica), pela sua história evolutiva intrínseca à estrutura social nas espécies territoriais, cause as reações de estresse diferente comparativamente aos estressores menos intensos (ou familiares) na vida desses animais. Este estudo foi desenvolvido usando como modelo o ciclídeo tilápia-do-Nilo e testou o estressor social de pareamento intraespecífico em comparação aos estressores de confinamento (por restrição em espaço) e eletrochoque. O estresse foi avaliado por meio de análises dos níveis plasmáticos de cortisol e glicose e também pela freqüência ventilatória (FV). No experimento 1, cada estressor foi avaliado em diferentes intensidade (tempo de imposição dos estressores: 1, 16, 31, 46 ou 61 min) e a resposta foi medida em diferentes intervalos de tempo (0, 20, 40, 60 ou 80 min) após o término da imposição do estressor (TR). Os dados foram comparados usando-se análise de superfície de resposta do qual observamos que o perfil da resposta do cortisol foi semelhante entre os estressores de pareamento e eletrochoque, enquanto que o para o confinamento foi inverso. No caso da glicose, o perfil de resposta do eletrochoque foi inverso e de maior magnitude quando comparada aos dos outros estressores. A FV não mostrou interações significativas. No experimento 2, Os estressores foram testados de forma mais pontual, fixando-se uma intensidade (60 min) e 2 TR (0 e 30 min). Além disso, diminuiu-se a severidade do estressor de eletrochoque e aumentou-se a do estressor social. O cortisol plasmático foi igual entre os grupos do eletrochoque e estressor social, e significativamente maior quando comparamos estes dois últimos estressores ao confinamento em ambos TR. A glicose plasmática foi igual entre os 3 grupos no TR = 0, mas no TR = 30 a resposta ao eletrochoque e ao estressor social foi significativamente maior do que para o confinamento. Quanto a FV, o estressor de eletrochoque foi significativamente menor quando comparado aos demais estressores para ambos TR. De modo geral, os dados obtidos nos dois estudos mostram que não foi a familiaridade ao tipo do estressor que provocou respostas diferentes nos peixes, mas que provavelmente seja a intensidade deles o principal fator que cause essas diferenças de respostas... (AU)

Processo FAPESP: 00/00070-9 - Estressor social facilita estresse na tilápia-do-Nilo?
Beneficiário:Rodrigo Egydio Barreto
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado