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Positivismo, historicismo e dialética na metodologia da economia

Texto completo
Autor(es):
Teixeira, Rodrigo Alves
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São Paulo. [2003]. 133 f.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade
Data de defesa:
Membros da banca:
Bianchi, Ana Maria Afonso Ferreira; Ganem, Angela; Paulani, Leda Maria
Orientador: Bianchi, Ana Maria Afonso Ferreira
Área do conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas - Economia
Indexada em: Banco de Dados Bibliográficos da USP-DEDALUS; Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - USP
Localização: Universidade de São Paulo. Biblioteca da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade; FEA/T330.1; T266p
Resumo

O objetivo deste trabalho é estudar as influências de três visões da teoria do conhecimento sobre a ciência econômica: o positivismo, o historicismo e a dialética. Busca-se apresentar o positivismo como uma noção que influenciou, do ponto de vista metodológico, o caráter puramente abstrato e aistórico dos conceitos da teoria neoclássica, além de outro dos pilares dessa vertente teórica, que é o individualismo metodológico. Argumenta-se que a crítica ao caráter abstrato da teoria neoclássica que se centra nas discussões sobre o irrealismo dos pressupostos não é tão eficaz. Busca-se assim esboçar outro tipo de crítica que é a da noção de abstração que retira o conteúdo social dos conceitos e, com isto, sua dinâmica, suas particularidades e, portanto, sua historicidade, reduzindo muito o alcance da ciência no estudo das relações econômicas e suas ligações com as demais esferas sociais. Apresenta-se também a crítica feita ao positivismo pela concepção historicista do conhecimento, que recusa a abstração e defende que o conhecimento deve ser pautado pela busca das particularidades e da historicidade dos conceitos. O historicismo critica então a idéia de que existem, nas ciências sociais, relações universais e invariantes, não aceitando a visão positivista de que as ciências humanas devem seguir os mesmos preceitos metodológicos das ciências naturais. Argumenta-se, contudo, que apesar de fértil nas críticas ao positivismo, o historicismo acaba por cair no relativismo e, no limite, no ceticismo, pela sua crítica e negação radical da abstração, o que impede pois que se construa teorias. O historicismo, levado ao extremo, acaba assim por colocar em questão a própria possibilidade do conhecimento científico. Nas discussões entre positivismo e historicismo, sempre surgiram tentativas de solução ecléticas, ou sejam, que buscavam conciliar e combinar os dois métodos... (AU)

Processo FAPESP: 00/01603-0 - Os fundamentos da original Institutional Economics e o ressurgimento da controvérsia do Methodenstreit: uma reflexão sobre a herança historicista do institucionalismo e seus problemas
Beneficiário:Rodrigo Alves Teixeira
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado